Essa pagina depende do javascript para abrir, favor habilitar o javascript do seu browser! Ir direto para menu de acessibilidade.

GTranslate

Portuguese English French German Spanish
Início do conteúdo da página
Publicado: Sexta, 25 Setembro 2020 17:54 | Última Atualização: Quinta, 23 Outubro 2025 19:14

PPGSPAA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 E-books sobre espécies silvestres amazônicas serão lançados pela UFRA e UAB durante XIV CIMFAUNA

Inicia-se na próxima segunda feira, 8, o Congresso Internacional de Manejo da Fauna Silvestre Selvagem da Amazônia e América Latina (XIV CIMFAUNA), que será realizado até o dia 12 de novembro de 2021, de forma virtual. Durante o evento será lançado o “ATLAS DE ANATOMIA DE ESPÉCIES SILVESTRES AMAZÔNICAS”, resultado de um convênio entre a Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), firmado em 27 de julho de 2017.

O convênio entre as duas universidades teve como objetivo a tradução e publicação de e-books de coleção de animais silvestres. A primeira versão dos atlas foi publicada em língua espanhola, em forma de página da web, no ano de 2011. Graças à colaboração entre a UAB e a área de Morfofisiologia do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Produção Animal na Amazônia (PPGSPAA/Ufra), desenvolveu-se uma versão do atlas em língua portuguesa e outra em espanhol. O atlas pretende preencher o vazio existente no campo da anatomia de espécies silvestres, facilitar o estudo anatômico para compreender semelhanças e diferenças, estabelecer classificação, buscar mecanismos de adaptação, associar características anatômicas e/ou explicar a evolução das estruturas. Após o lançamento no Congresso, as duas versões do Atlas serão disponibilizadas de forma gratuita em um site próprio e também no site da EduUfra, Editora da Universidade, para download.

Os principais autores são os professores Pedro Mayor e Carlos López Plana, ambos da UAB. Já os responsáveis pela tradução e organização da obra na Ufra são os discentes de doutorado do PPGSPAA, Gessiane Pereira da Silva e Thyago Habner de Souza Pereira, e os professores Ana Rita de Lima, Érika Renata Branco e Frederico Ozanan Barros Monteiro.

Para o médico veterinário, doutor e pesquisador Frederico Monteiro, o e-book é um material inédito no setor de morfofisiologia. “Você não tem um material assim, tão rico, disponibilizado de forma gratuita nos dois idiomas, tanto em espanhol como em português. Então vai ser fundamental essa fonte bibliográfica para que os alunos que gostam dessa temática da fauna silvestre possam consultar, ter acesso às figuras, às imagens e de forma gratuita. São 3 volumes que iremos disponibilizar agora e o quarto será lançado em breve, também, com a anatomia e morfologia dos répteis. Por enquanto teremos a anatomia dos mamíferos. São mais de 35 espécies, divididos em 3 volumes diferentes. Nesses volumes são abordadas a Taxonomia das Espécies e o Aparelho Digestório (Volume I), Aparelho Respiratório, Coração, Grandes Vasos e Baço (Volume II) e Órgãos Urinários e Genitais (Volume II)”, diz.

O site para download dos e-books é: 

https://onedrive.live.com/?authkey=%21AKCVngHTjFUn6yQ&id=DFA46E03B261E430%21303529&cid=DFA46E03B261E430

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Dia de Defesa da Fauna: "Vc sabia?" O primeiro Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens (Cetras) da região Norte funciona na Ufra

Ufra VcSabia DiadaFauna2 banner

Desde que iniciou as atividades, em fevereiro de 2021, a equipe do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia ( Cetras Ufra)  já atendeu cerca de 300 animais. No local, são oferecidos atendimentos clínicos, cirurgias, exames laboratoriais e de imagem, e o internamento de animais selvagens doentes e vítimas de maus tratos, encaminhados pelos órgãos ambientais. O espaço conta com um setor para quarentena, sala de preparo de alimentos para os animais e área com tanques para receber animais aquáticos e despetrolização de animais oleados.

O Centro atende ao estabelecido na Resolução Conama nº 489, de 26 de outubro de 2018, sendo o primeiro do tipo na região Norte do País. O Cetras é a ampliação do Ambulatório de Animais Selvagens Ufra, que existe desde 2013 e realiza o atendimento gratuito aos animais apreendidos ou resgatados pelos órgãos ambientais.

De acordo com a professora Ana Silvia Ribeiro, coordenadora do Cetras Ufra, as aves correspondem a 70% dos atendimentos. “Os filhotes de passeriformes, psitacídeos (periquitos e papagaios) e rapinantes (gaviões e corujas) são os que mais atendemos. Geralmente são animais capturados filhotes, ou com traumas, alguns provocados por linhas de pipa e pedradas, por exemplo”, diz.

Entre os répteis os mais comuns são os jabutis, que costumam ser criados como pet, e as serpentes da família Boidae, a maioria com traumas provocados por queimaduras ou pauladas. Entre os mamíferos, os mais comuns são preguiças, quatis, tamanduás, lagomorfos e roedores exóticos, como porquinhos da índia.

Segundo a coordenadora, a retirada de um animal da natureza pode trazer vários prejuízos ao meio ambiente. “São prejuízos de ordem ecológica, com a quebra da cadeia alimentar, perda de dispersores de sementes, entre outras funções importantes para a manutenção da natureza. O outro prejuízo é de ordem da saúde pública, com o risco de zoonoses, que são as doenças passadas dos animais para o homem, e vice-versa. Também podem ocorrer acidentes como mordeduras, entre outras interações negativas que podem ocorrer com o animal na idade adulta, vivendo em condições desfavoráveis e com bastante estresse”, explica.

Maus tratos e tráfico

Além dos maus tratos, acidentes e degradação ambiental, o tráfico também é o responsável pela perda da fauna na região. Segundo dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), o mercado ilegal retira cerca de 38 milhões de animais da natureza, por ano, só no Brasil.

Para a coordenadora, existem dois principais desafios na gestão da fauna silvestre na região: a falta de uma política forte de Estado para conservação das espécies e combate ao tráfico; e a falta de recursos financeiros para este fim. “Os próprios órgãos ambientais hoje apenas capturam os animais, mas ainda falta estrutura, material de contenção e espaço adequado para a manutenção. A população também deve denunciar para a Delegacia Especializada em Meio Ambiente - DEMA e órgãos ambientais como SEMAS, BPA e IBAMA. Quem quiser ter um animal silvestre deve adquirir de criadouros legalizados e não retirar os animais da natureza”, diz.

Além dos animais encaminhados pelos órgãos de fiscalização, o Cetras também atende animais de pessoas físicas. Porém, mesmo nesses casos, muitos animais também chegam ao local bastante debilitados. “Quando consideramos que as necessidades dos animais vão além de água e comida podemos dizer que a maioria chega com um quadro de maus tratos, decorrente de alimentação e manejo sanitário inadequados, causada pela desinformação do tutor, que na maioria das vezes só busca atendimento veterinário depois que o animal adoece e não de forma preventiva”, avalia.

Atendimento

O Cetras fica ao lado do Hospital Veterinário Mário Dias Teixeira (Hovet/Ufra), na Ufra campus Belém. O horário de atendimento no Centro é de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 13h (excetos feriados). Pessoas físicas e jurídicas podem buscar o CETRAS, mas para isso é necessário o agendamento prévio, que pode ser feito pelo número (91) 99362-1661, das 9h às 13h. Para a comunidade, o custo dos serviços segue de acordo com a tabela de procedimentos estabelecida pelo Hovet.

 texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra 

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

GEAS realiza ação na praia do Vai-quem-quer, em Cotijuba

geas ufra limpeza2 banner

O Grupo de estudo de animais silvestres (GEAS) da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), campus Belém, realiza neste sábado (18), uma ação de limpeza na praia do Vai-quem-quer, na Ilha de Cotijuba. A ilha, que tem cerca de 20km de praia, recebe um grande volume de turistas durante todo o ano.
A ação envolve a coleta de lixo na praia, separação de recicláveis e destinação correta dos resíduos, onde participarão membros do GEAS, da Associação dos Catadores de lixo da Ilha de Cotijuba (ASCAJUBA) e voluntários que quiserem ajudar. Outra atividade do dia é uma exposição de painéis sobre o tema “lixo, tempo de decomposição e impactos sobre a fauna marinha e ambientes aquáticos”, onde o GEAS conversará com o público que frequenta a praia.

O grupo dessa vez vai se concentrar na praia do Vai-quem-quer, mas a previsão é que outras ações sejam realizadas, também com o Grupo de Trabalho de educação ambiental- GTEA da Secretária de Saneamento de Belém.De acordo com a professora Ana Sílvia Ribeiro, coordenadora do Geas, o lixo da praia está concentrado principalmente nas áreas de barracas de alimentos. "Os animais podem consumir erroneamente plásticos, bituca de cigarro, entre outros resíduos, que podem provocar ferimentos e até o óbito dos mesmos. A fauna aquática, por exemplo, consome esse lixo, porque confunde com alimentos e a morte de muitos animais afeta toda a cadeia trófica", explica.

Segundo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020, a geração de lixo pela população brasileira foi de 66,7 milhões de toneladas em 2010 para 79,1 milhões em 2019, uma diferença de 12,4 milhões de toneladas. O mesmo estudo diz ainda que cada brasileiro produz, em média, 379,2 kg de lixo por ano, o que corresponde a mais de 1 kg por dia.

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Doença de Haff: Pesquisadora da Ufra explica que o foco também precisa ser no rastreio do pescado

Ufra Doença de Haff banner

Com dezenas de casos já registrados no estado do Amazonas e a suspeita recente de um óbito no município de Santarém, no Pará, alguns municípios estão proibindo a venda de peixe no estado e emitindo alertas sobre a comercialização do pescado. A medida visa controlar possíveis casos da doença de Haff, ou “doença da urina preta”, sintoma físico mais característico da doença adquirida a partir do consumo de peixe contaminado. O assunto vem preocupando autoridades, produtores e consumidores na região. 

Para a pesquisadora Rosália Furtado Souza, coordenadora do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), só a proibição não é o ideal e pode causar sérios prejuízos ao sistema produtivo do estado. “Nem todos os peixes são oriundos do extrativismo, e nem todos os peixes podem ser contaminados com a toxina causadora da doença. Proibir a venda total de pescado envolve desde o sustento de muitas famílias até mudanças no hábito alimentar de toda uma população”, diz.

Segundo a pesquisadora, o foco dos órgãos de fiscalização precisa ser urgentemente em organizar o rastreio desse pescado, para não prejudicar a piscicultura. “Nossa cadeia produtiva ainda é muito desorganizada, mesmo o Pará sendo o grande produtor nacional de pescado. É necessário saber a procedência desse peixe, a guia de trânsito dele, como ele pode ser rastreado, e assim criar um selo, dando mais segurança ao consumidor e ao produtor. A legislação existe, é preciso implementá-la sem prejudicar o cultivo”, afirma.

A professora explica que há várias suposições que precisam ser pesquisadas para que se descubra o que está causando o problema. “Pode ser contaminação do rio, por exemplo, por dejetos humanos, dejetos da indústria, que propicia a proliferação da algas que serve de alimentação para os peixes. Os casos registrados no estado têm se concentrado na região do baixo Amazonas, que encontra-se no período de estiagem, quando há redução do volume na renovação da água nos ambientes naturais permitindo a proliferação de algas. Porém, são apenas suposições, haja visto que há casos de contaminação de peixes marinhos. A contaminação pode ser também no manuseio do pescado, que é mal acondicionado sem as condições adequadas de conservação, que também precisa ser investigado. Há várias suposições que necessitam de pesquisa e análise para que se descubra o que está ocasionando essa contaminação”, diz.

Cultivo

Uma das suposições é que a toxina causadora da doença de Haff pode se alojar na alga, que serve de alimento para peixes filtradores, onívoros, como o Tambaqui e a Pirapitinga. E é justamente na alimentação adequada dos peixes o diferencial dos produtores de peixe cultivado em cativeiro.De acordo com Jeanderson Viana,  engenheiro de pesca da Ufra, os peixes que apresentam essa toxina se encontram em ambiente natural, em que não é possível realizar o monitoramento, diferente do peixe de cultivo. “Na piscicutura o produtor alimenta o peixe com uma ração adequada, realiza o monitoramento da qualidade da água e o controle de possíveis patógenos, a fim de garantir uma sanidade ambiental e segurança alimentar", diz. 

Em 2020, a Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) destacou que o Brasil atingiu 802.930 toneladas de pescado cultivado, com receita de cerca de R$ 8 bilhões. Segundo o anuário 2021, divulgado pela Associação, o Pará tem um dos maiores consumos per capita de pescado do Brasil, e parte desse consumo é composta por produtos da piscicultura. Porém, aquisição de peixes de cultivo costuma vir do Mato Grosso, Rondônia, Maranhão e Tocantins para abastecimento de seu mercado interno.Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as exportações de peixe do Estado do Pará representaram 27,5% do total exportado pelo Brasil. 

Mas sem um selo que comprove que diferencie o peixe da pesca artesanal, daquele que é oriundo de cativeiro, o consumidor não tem como saber a procedência do pescado. “Há outras doenças ocasionadas pela contaminação do pescado e que não se noticiam, mas que causam contaminação parecida. Por isso a necessidade de se saber a procedência do peixe que está sendo consumido”, diz a professora Rosália Souza. Ela explica que a toxina causadora da doença não causa nenhum prejuízo ou alteração ao peixe, ou seja, não é possível verificar qualquer alteração no pescado. “Outro problema é que a toxina é termoestável, ou seja, ela não é eliminada no cozimento ou com aumento de temperatura”, explica a pesquisadora.

A doença

Os primeiros registros da doença são de 1924, na região litorânea de Königsberg Haff, junto à costa do Mar Báltico. Os médicos identificaram o surto de uma doença caracterizada por início súbito de grave rigidez muscular, frequentemente acompanhada de urina escura. Os estudo indicaram a possibilidade da causadora ser uma toxina que, se ingerida, age necrosando o músculo humano que é eliminado pelos rins e ocasiona a mudança de cor na urina, o que se popularizou chamar de “urina preta”. 

Os principais sintomas são dor muscular, dificuldade de movimentação, necrose muscular, insuficiência renal e urina preta. Outros sintomas também podem ser Náusea, Vômito, Diarreia, Febre, Vermelhidão na pele, Falta de ar, Dormência no corpo. A doença possui tratamento, por isso a Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA) orienta que se procure a unidade de saúde mais próxima em caso de suspeita. 

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Estudo vai analisar a relação afetiva dos gatos com seus tutores

Manhosos, independentes, curiosos, preguiçosos, limpos. Muitas são as características atribuídas aos gatos, espécie que cada vez mais vem ganhando o coração dos tutores. A médica veterinária Fernanda Martins, pesquisadora e professora da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), explica que os gatos estão entre os animais mais populares do mundo. “No Brasil, eles são a segunda espécie mais numerosa nos lares, mas em outros países, eles já são a espécie mais comum, mais numerosa. E esse aumento ocorre muito em função das características da espécie. Os gatos demandam menos espaço, são mais independentes, mais silenciosos. Muitas famílias têm preferido ter gatinhos, porém a espécie ainda carrega muitos tabus”, explica. Entre esses tabus, está a crença de que o gato é mais ligado ao ambiente do que às pessoas, que não forma vínculo.

Para tentar compreender o comportamento dos felinos e analisar a relação afetiva deles com seus tutores foi iniciado o estudo " Amor de gato", desenvolvido em uma parceria do Biotério Canil e Gatil da UFRA, Projeto Antrozoo da Universidade de São Paulo (USP), Laboratório de Ornitologia e Bioacústica da Universidade Federal do Pará (UFPA). As responsáveis são as pesquisadoras Fernanda Martins (UFRA), Emma Otta(USP) e Maria Luísa Silva (UFPA).

Na pesquisa, serão analisados cerca de 80 animais, divididos em dois grupos: os animais que estão no Gatil e o animais que já estão domiciliados e possuem tutores. No Gatil da UFRA, biotério que tem função de ensino e pesquisa e extensão, serão analisados 40 felinos. “Os animais recolhidos do campus Belém, são castrados, tratados tanto física e psicologicamente e alguns deles participam desses estudos antes de serem encaminhados para adoção”, diz. Na pesquisa, os animais do Gatil serão examinados antes da adoção e serão acompanhados no pós adoção. De acordo com a pesquisadora, o estudo inclui um teste comportamental onde participa a dupla tutor-gato. “Vamos analisar as expressões faciais, posturas corporais e vocalizações desses animais, ou seja, vamos fazer um registro audiovisual e fazer uma análise acústica e das imagens. A Bioacústica, é uma ferramenta que nos ajuda a inferir sobre a emoção que o animal está expressando naquele momento. A partir daí podemos relacionar a vocalização com a situação em que o animal está, relacionando à um estado emocional positivo ou negativo”, explica.

O outro grupo, composto por animais que já possuem um lar, ainda precisa de voluntários. Para participar, os tutores precisam conviver com o animal há pelo menos um ano. Esse animal precisa estar saudável e residir em Belém. A outra forma é adotar um gato que esteja disponível para adoção no Gatil da UFRA. Como forma de incentivo à comunidade, serão oferecidos benefícios como gratuidade em um check-up no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia ou uma vacina polivalente para felinos. O cadastro deve ser feito através dos números 91-99364-4882/ 91- 98861-0847 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. .

As inscrições no estudo científico já foram iniciadas e permanecerão abertas até que se complete o número de animais necessários para os dois grupos de estudo, totalizando 80 gatos.

Texto: Monique Leão Delgado, estagiária de jornalismo, Ascom Ufra
Revisão: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra
Fotos: professora Fernanda Martins 

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Projeto Carroceiro realiza ação itinerante no bairro do Aurá

Neste sábado (21), cerca de 100 cavalos, burros e jumentos utilizados por catadores devem ser atendidos pelo Projeto Carroceiro, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). A equipe do projeto, que realiza o atendimento clínico gratuito para os animais utilizados no trabalho de tração, estará neste sábado com uma ação itinerante no bairro do Aurá, em Ananindeua. A ação ocorre das 8h às 18h, e durante esse tempo os animais passarão por atendimento clínico que inclui exames, curativos, aplicação de medicamentos e vermifugação. A equipe do projeto também vai fornecer orientações técnicas aos proprietários dos animais. 

Segundo o coordenador do Projeto, professor Djacy Ribeiro, o objetivo da ação, além de comemorar os 18 anos de atuação do projeto, é fornecer ajuda diante da situação precária do local. “Os animais tem a pior condição de saúde e são o pior grupo de equinos usados no trabalho de tração na região metropolitana, que temos conhecimento. A situação no local é de urgência, com animais passando fome e sofrendo outros maus tratos. Por isso a atenção veterinária é a nossa prioridade”, diz.

De acordo com informações coletadas pelo projeto, existem cerca de 1.500 animais utilizados no trabalho de tração na região metropolitana de Belém. No bairro do Aurá, a situação dos animais é uma das mais graves.  “No Aurá também funciona um lixão, então essa área é muito insalubre. Os catadores são pessoas muito pobres, sem condições de tratar seus animais, contratar veterinários ou alimentar seus animais de forma correta. Por isso todos os anos nós vamos ao Aurá”, fala.

Ao todo, serão 33 voluntários do Projeto participando, 27 alunos do curso de medicina veterinária, 2 bolsistas, 2 residentes do SUS e 2 veterinários da Ufra. Além deles, a ação terá participação também da Associação de Mulheres Catadoras do Aurá, que trabalham na organização. A Prefeitura de Ananindeua é quem está financiando o atendimento. 

A expectativa é que uma próxima ação possa ser realizada no bairro do Icuí-Guajará (Ananindeua) e também na ilha de Cotijuba (Belém), locais em que segundo o coordenador, a situação dos animais também é precária. 

O projeto

O projeto Carroceiro funciona há 18 anos no campus da Ufra em Belém e segue mesmo durante a pandemia, das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira. É importante lembrar que a equipe não realiza resgate de animais, mas sim o atendimento gratuito dos que são encaminhados à Ufra, tanto pelos órgão de fiscalização, quanto pelos próprios carroceiros. O projeto também realiza ações itinerantes, a última foi em Algodoal e agora no Aurá. 

Para resgate de animais é necessário entrar em contato com a Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (DEMAPA), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ-PA), Batalhão da Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros.

Texto: Andréia Santana, estagiária de jornalismo, Ufra.

Revisão: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra 

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Projeto Carroceiro realiza ação itinerante na Ilha de Algodoal 


Cerca de 65 equinos utilizados em charretes na Ilha de Algodoal, nordeste paraense, devem receber atendimento da equipe do Projeto Carroceiro, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). O projeto, que realiza o atendimento clínico gratuito de cavalos, burros e jumentos utilizados nos trabalhos de tração animal, vai fazer uma ação itinerante na ilha, em atividade conjunta com a Associação dos Charreteiros e o deputado estadual Igor Normando. A ação ocorre no próximo sábado (03), das 8h às 18h, próximo à área de desembarque de passageiros, em um galpão construído para o descanso dos animais.

A equipe itinerante do projeto é composta por 13 pessoas, entre técnicos, alunos e médicos veterinários. “A ação é pré-veraneio, com a intenção de fazer um checkup nos animais da ilha, verificar quais os que estão precisando de atendimento médico urgente, e certificar aqueles que poderão ser utilizados no trabalho agora no veraneio”, explica o professor Djacy Barbosa, coordenador do Projeto Carroceiro.

A ilha de Maiandeua, ou Algodoal, fica no Nordeste do Estado e recebe turistas durante o ano todo, especialmente durante as férias escolares de julho. Mesmo com a pandemia, o movimento de veraneio ainda é esperado na ilha. O local é área proteção ambiental e os carros são proibidos de circular, por isso o deslocamento é feito a pé, de bicicleta ou através de charretes, que utilizam animais nos trabalhos de tração.Além do atendimento clínico aos animais, os charreteiros também vão receber orientações sobre manejo e cuidados com os animais. O Projeto realiza ações na ilha há 10 anos, o que tem mostrado resultados positivos, como destaca o coordenador. “A situação dos animais atualmente é relativamente boa, pois fazemos um trabalho intensivo e coletivo. Porém, no período de veraneio, existem situações comuns, como excesso de tempo de serviço e de peso nas charretes, déficit alimentar e alguns acidentes de trabalho”, diz.


Sobre o Projeto
O projeto Carroceiro existe desde 2003 e tem como objetivo evitar os maus tratos dos animais, conscientizar os carroceiros e prestar atendimento para reabilitação clínica e cirúrgica. As ações itinerantes do Projeto Carroceiro já passaram também por Barcarena, Dom Eliseu, Maracanã, Igarapé-Açu, Capanema, Cotijuba, Vigia e em alguns bairros da capital. Atualmente, além do atendimento clínico, o projeto também oferece exames de com diagnóstico por imagem e o serviço odontológico gratuito aos animais que chegam até a sede do projeto em Belém. 

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra 

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Ufra realiza programação multicampi em alusão à Semana do Meio Ambiente

Em alusão ao tema "Restauração de Ecossistemas", estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para marcar a década de 2021-2030, a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) promove a Semana do Meio Ambiente da Ufra 2021. O evento, realizado em todos os campi da instituição, conta com organização da Divisão de Sustentabilidade Institucional (DSI), que integra a Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (PROPLADI).

A programação ocorrerá neste mês de junho, em homenagem ao Dia do Meio Ambiente, comemorado em 05 de junho. A data foi instituída na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em 1972, e tem como finalidade chamar a atenção para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais.

O evento tem como objetivo conscientizar a comunidade acadêmica quanto à importância do desenvolvimento sustentável e da preservação ambiental. A programação será multicampi, de forma gratuita.

A abertura oficial será realizada no dia 04 de junho de 2021, às 16h, através dos canais oficiais da universidade no Facebook e YouTube.

Cartaz geral semana do meio ambiente banner ufra 

Confira a programação dos campi:

 

  • CAMPUS BELÉM

04 de junho: 

Transmissão: Youtube e Facebook da UFRA Oficial

Organização: Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional

16h:

Live “O papel das Instituições na Construção da Consciência Ambiental”

Mediador: Prof. Marcel do Nascimento Botelho - Reitor da UFRA.

Convidados:

Profa. Gracialda Costa Ferreira – Docente e Tutora do Programa de Educação Tutorial em Engenharia Florestal da UFRA

Sérgio Brazão – Secretário de Meio Ambiente do município de Belém.

Ana Luisa Albernaz – Diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi.         

- Apresentação dos vídeos da campanha “eu me importo com o meio ambiente e quero fazer a diferença”

 

05 de junho: 

Tema: O que eu quero deixar para o futuro?

Organização: PET Florestal

9h às 12h:

Plantio de Mudas em Homenagem aos Servidores e Discentes da Instituição Vítimas da Covid-19

Aberto ao público (Observará aos protocolos de segurança da Covid-19)       

Local: Campus Belém

15h às 16h:

Live “Meio Ambiente e Pandemia” – Profa. Paula Fernanda Pinheiro Ribeiro Paiva        

Transmissão: Youtube - PET Florestal

II SIMPÓSIO DO MEIO AMBIENTE: RESTAURAÇÃO DE ECOSSISTEMAS NA AMAZÔNIA - 07 e 08/06

(Organização: ISARH)

 

07 de junho

18h-18h15 - Abertura do evento (UFRA)

18h15-19h30 – Mesa redonda: O licenciamento ambiental como instrumento de gestão ambiental no estado do Pará: desafios e perspectivas.

Convidados confirmados: Marcelo Moreno (SEMAS) e Paulo Pinho (Consultoria Ambiental)

Moderação: Silvana Veloso

Suplente: Paula Campos

19h30 – Encerramento (Apresentação do formulário sobre pegada ecológica) – 10’

 

08 de junho

ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS – BLOCO ÁGUA

09h-10h Ações sobre a Década dos Oceanos na UFRA

Convidados confirmados: William Fernandes (ICMBio/CEPNOR) – Secretaria do GAM-Norte; Xiomara – Falar do AMAZOMIX e TARA (que envolvem a UFRA) – (Sigrid e a Claire – vídeos); Nuno Melo (projetos do mestrado, habilitação em BIOMAR e envolvimento dos alunos nas ações da Década dos Oceanos); Israel Cintra (projetos da Engenharia de pesca); Ruth Almeida (Estabelecimento de METAS do instituto com relação à Década do Oceanos)

Moderação: Xiomara

Suplente: Débora

10h-11h Palestra: “A atualidade das pesquisas dos recifes mesofóticos na região da Foz do Amazonas e perspectivas futuras na década dos oceanos”

Convidado confirmado: Nils Edvin Asp Neto

Moderação: Rosália

Suplente: Beatriz

11h - 11h15 Vídeos sobre meio ambiente

11h15-12h15 (Palestra) uso SUSTENTAVEL dos oceanos como fonte de alimento

Convidado confirmado: Ana Rosa

Moderação: Rosália

Suplente: Marcos

INTERVALO ALMOÇO

ECOSSISTEMAS TERRESTRES - BLOCO TERRA

14h30-15h30 Palestra sobre Técnicas de Biorremediação em ambientes alterados

Convidado confirmado: Rafael Valadares (IT Vale)

Moderação: Igor Hammoy

Suplente: Israel Chaves

15h30-15h45 Vídeos sobre meio ambiente

15h45-16h45 Mesa redonda sobre recuperação de áreas degradadas na Amazônia

Convidado confirmado: Giovanni Chaves Penner e Vania Neu

Moderação: Silvana Veloso

Suplente: Pedro Bulhões

16h45-17h Vídeos sobre meio ambiente

17h-18h Como saber qual sua pegada ecológica? Apresentação dos dados do questionário.

Convidado confirmado: Bárbara Dunck

Moderação: Silvana

Suplente: Pedro Bulhões

18h – Encerramento

 

  • CAMPUS CAPITÃO POÇO

04 de junho:

17h: Palestra “Pensar a Educação Ambiental no contexto do Colapso Ambiental Planetário” - Dr. Philippe Pomier Layrargues

18h30: Palestra “Desmonte ambiental e pandemia de Covid-19 como agenda do governo Bolsonaro para enfraquecer a proteção da Amazônia” - Lucas Ferrante – INPA

05 de junho: 

8h30 às 12h30:

Oficina I “Serpentes peçonhentas e acidentes ofídicos” – Dra. Annelise D'Angiolella – UFRA

Oficina II “Confecção de mapas” Dr. Fabio Junior – UFRA

Oficina III “Saneamento ecológico” – Dra. Kelle Cunha

Oficina IV – “Introdução a modelagem de nicho ecológico” - Mestranda Raynara Melo – UFPA

Oficina V “Ferramentas de organização e formatação de referências bibliográficas” - Dr. Gilberto Salvador- UFPA

14h às 18h30:

Oficina I “Serpentes peçonhentas e acidentes ofídicos” – Dra. Annelise D'Angiolella – UFRA

Oficina II “Confecção de mapas” - Dr. Fabio Junior – UFRA

Oficina III “Saneamento ecológico” - Dra. Kelle Cunha

Oficina IV “Introdução a modelagem de nicho ecológico” - Mestranda Raynara Melo- UFPA

Oficina V-“Ferramentas de organização e formatação de referências bibliográficas” - Dr. Gilberto Salvador- UFPA

 

06 de junho: 

09h: Palestra “A Convenção da Diversidade Biológica e a Convenção das Mudanças Climáticas: o que elas são e quais seus objetivos?” - Dra. Teresa Cristina Sauer de Avila Pires

10h: Palestra “Importância da Identificação Botânica na conservação de espécies vegetais da Amazônia” - Dr. Eduardo da Silva Leal

14h: Palestra “Transformações ambientais e suas consequências para a saúde pública com foco em virologia” - Doutoranda Vanessa Cavaleiro Smith

15h: Palestra “O futuro é das mulheres, e o futuro é agora!” – Dra. Luisa Maria Diele Viegas Costa Silva

16h30: Palestra “Infraestrutura sustentável na Amazônia: novos caminhos para a fauna” – Dra. Fernanda Delborgo Abra

17h30: Encerramento

Mais informações no site do campushttps://capitaopoco.ufra.edu.br/

 

  • CAMPUS CAPANEMA

Inscrições através do SIGAA

 03 de junho: 

8h às 12h:

Minicurso “Práticas mecânicas de controle da erosão hídrica do solo e uso do software Terraço 4.1” (Parte 1)   - Professor Dr. Daniel Pinheiro (UFRA)       

Google Meet: https://meet.google.com/jyf-kvjs-djc

15h às 16h:

Palestra “A contribuição da organização camponesa: Movimento camponês Popular (MCP) para a sustentabilidade” - Márcio Ramos (Movimento Camponês Popular)

Google Meet: https://meet.google.com/mnu-aorp-nzk

19h às 22h30:

Minicurso “Geoprocessamento no QGIS: Noções e práticas” (parte 1) - Prof. Dr. João Fernandes (UFRA)        

Google Meet: https://meet.google.com/jyf-kvjs-djc

 

04 de junho: 

08h às 12h:

Minicurso “Práticas mecânicas de controle da erosão hídrica do solo e uso do software Terraço 4.1” (Parte 2) - Professor Dr. Daniel Pinheiro (UFRA)

Google Meet: https://meet.google.com/jyf-kvjs-djc

9h às 10h30:

“O Empreendedorismo como Ferramenta para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de acordo com a Agenda 2030 da ONU” - Ricardo da Silva Santos (UFRA)         

Google meet: https://meet.google.com/mnu-aorp-nzk

11h às 12h:

Palestra “Friagem e fenologia na Amazônia” - Dr. José Henrique Cattanio         

Google Meet: https://meet.google.com/mnu-aorp-nzk

14h30 às 15h30:

“Os desafios e Peculiaridades do Licenciamento ambiental” - Ana Paula Everdosa dos Santos (Empresa Mineração Paragominas)  

Google Meet: https://meet.google.com/mnu-aorp-nzk

16h:

Live de abertura - Divisão de Sustentabilidade da PROPLADI  

Google Meet: https://meet.google.com/mnu-aorp-nzk

19h às 22h30:

Minicurso “Geoprocessamento no QGIS: Noções e práticas” (parte 2) - Prof. Dr. João Fernandes (UFRA)        

Google Meet: https://meet.google.com/jyf-kvjs-djc

 

05 de junho: 

9h às 11h:

Mesa redonda “Manutenção e restauração de ecossistemas: Planejamento e ações da cidade de Capanema e entorno” – Profa. Dra. Laís Brito (UFRA)   

Google Meet: https://meet.google.com/mnu-aorp-nzk

14h30 às 17h30:

Minicurso “Geoprocessamento no QGIS: Noções e práticas” (parte 3) - Prof. Dr. João Fernandes (UFRA)        

Google Meet: https://meet.google.com/jyf-kvjs-djc

Mais informações: https://capanema.ufra.edu.br/ 

 

  • CAMPUS PARAGOMINAS

23 de junho:

17h às 17h30:

Palestra motivacional “Restauração dos Ecossistemas Amazônicos” - Palestrante: Prof. Dr. Alessandro Silva do Rosário (UFRA/Paragominas)

17h30 às 19h

Mesa Redonda: “Os Avanços na Restauração de Ecossistemas no estado do Pará”

Mediador: Dr. Alessandro S. do Rosário (UFRA/Paragominas)

Temas: Restauração Florestal em Áreas Mineradas na Amazônia (Dr. Rafael de Paiva Salomão, UFRA); Restauração Florestal Produtiva para a Amazônia (Dr. Sílvio Brienza Júnior, Embrapa Amazônia Oriental); SAFs em RAD (Ivan Crespo Silva, UFPR).

 

24 de junho:

17h às 18h:

Palestra: “Monitoramento e dinâmica da regeneração natural na Região Nordeste do Pará” - Prof. Dr. Gideão Costa dos Santos (IFPA/Castanhal)

18h às 19h

Palestra “Flora do Pará e fitofisionomias amazônicas” - Prof. Dr. Alessandro S. do Rosário (UFRA/Paragominas).

 

25 de junho:

17h às 18h:

Palestra: “Ecologia de epífitas vasculares na Amazônia: um caminho natural na restauração de ecossistemas’’ - Prof. Dr. Felipe Fajardo Villela A. Barberena (UFRA/Capitão Poço)

18h às 19h

Palestra “Ecologia florestal para restauração de ecossistemas amazônicos” - Profa. Dra. Tâmara Lima (UFRA/Paragominas).

Contato: Prof. Dr. Alessandro S. do Rosário

Coordenador do Evento/Campus Paragominas

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

https://meet.google.com/vwp-oefo-tkp

Mais informações e inscrições: https://paragominas.ufra.edu.br/ 

 

  • CAMPUS PARAUAPEBAS

23 de junho:

15h:

Abertura – Mesa redonda

Direção do Campus, SEMAS, ICMBIO, Comissão Logística Sustentável

16h:

Palestra Licenciamento Ambiental” - Indara Aguilar – SEMAS/PA

19h:

Palestra “10 fatos sobre regularização fundiária na Amazônia” - Jeferson Almeida – IMAZON

20h30:

Oficina Engajamento e participação: como exercer a cidadania participativa” – Prof. Leonardo Pitrilli – UFRA

 

24 de junho:

15h:

Oficina Compostagem em lera e na garrafa PET” - Centro de compostagem e vermecompostagem

19h:

Palestra Greenwashing e esverdeamento dos negócios” – Profa. Tatiana – USP

20h30:

Palestra Reciclagem em prol do desenvolvimento tecnológico” - Renan Aversari – UFPB

21h30: Encerramento

Mais informações: https://parauapebas.ufra.edu.br/ 

 

  • CAMPUS TOMÉ-AÇU

Inscrições através do SIGAA.

03 de junho:

TEMA: DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE: TERRITÓRIOS E (DES)REGULAMENTAÇÃO

16h às 18h:

Mesa Redonda: “Territorialidades, Governança e Regulamentação”

Apresentação e Mediação: Profa. Dra. Fabiane Machado

Convidados:

Prof. Josilene Ferreira Mendes – UFRA / Doutoranda em Ciências Jurídicas (UFPB)

Prof. Leonardo Petrilli – UFRA/Doutorando em Ciências Ambientais (UFSCAR)

 

04 de junho:

TEMA: RESTAURAÇÃO DE ECOSSISTEMAS

8h30

Abertura

Profa. Marcela Monteiro – Coordenadora do Evento

Profa. Lenise Rodrigues – Coordenadora do curso de Ciências Biológicas

Profa. Ticiane Santos – Diretora do Campus UFRA Tomé-Açu

9h:

“Critérios e Indicadores para Avaliação da Restauração Ecológica de Áreas Degradadas”

Mediadora: Ellen Anjos

Convidado: Dr. Rodrigo Jesus – UFRA

10h:

“Análise do Uso da Valoração Ambiental para os Estudos de Impactos Ambientais

Mediadora: Ellen Anjos”

Convidado: MSc. Josimar Reis – UFRA

11h

Restauração Florestal: Técnicas e Bioindicadores de Restauração”

Mediadora: Karina Melo

Convidado: Dr. Diego Balestrin/VALE S.A

15h:

“Recuperação de áreas degradadas de manguezal”

Mediadora: Elmecelli Souza

Convidado: Dr. Marcus Fernandes/UFPA

16h:

“Biodiversidade, serviços ecossistêmicos e economia”

Mediadora: Elmecelli Souza

Convidado: Dr. Daniel Andrade /UFU

17h:

“Monitoramento do sequestro de carbono na Caatinga”

Mediador: Jefferson Cardoso

Convidada: Dra. Josiclêda Galvincio - UFPE

Mais informações: https://tomeacu.ufra.edu.br/ 

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Saúde Única em tempos de pandemia: o papel fundamental do médico veterinário na saúde humana

ufra saude unica banner

Você já ouviu falar sobre Saúde Única? Este é um conceito utilizado por especialistas para traduzir a união indissociável entre as saúdes animal, humana e ambiental, buscando combater e prevenir doenças por meio do trabalho integrado entre profissionais de diferentes áreas. Nesta cadeia, o médico veterinário desenvolve um papel indispensável, estando envolvido na produção de medicamentos, alimentação humana, no combate às zoonoses e na produção de vacinas, por exemplo.

Ao contrário do que muitos pensam, a atuação deste profissional não se restringe à saúde dos animais domésticos. “Isto é um conceito criado de forma empírica pela sociedade, pela questão lúdica do papel do veterinário atingindo os lares ao cuidar dos nossos companheiros pets e animais de fazenda. Porém, ao analisarmos tecnicamente a formação de um médico veterinário, fica fácil perceber que todos os componentes que envolvem o conceito de saúde coletiva fazem parte das suas ações”, explica o professor Leandro Nassar Coutinho, docente da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e coordenador do Programa de Residência Multiprofissional em Medicina Veterinária da instituição.

Segundo ele, o elo entre ambiente, animais e seres humanos é indissociável. “Com a inclusão da profissão no Conselho Nacional de Saúde, por meio da resolução CNS/SUS nº 278/98, o veterinário passou a ser parte do planejamento de políticas do SUS, sendo responsável por ações em vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental. Ações essas capazes de promover saúde humana de forma direta e indireta”.             

Com a pandemia provocada pelo novo coronavírus, causador da Covid-19, evidenciou-se um pouco mais o papel do médico veterinário enquanto agente de saúde. “Durante o último ano, ficou claro que a desinformação foi um grande vilão deste momento de pandemia que vivemos, e promover a disseminação de informação em saúde, com qualidade, é um dever dos profissionais desta área. Eles possuem o conhecimento necessário para orientar a população sobre os riscos e a prevenção de doenças infecto-contagiosas. A produção de insumos e vacinas e o diagnóstico também, com frequência, envolvem médicos veterinários”, esclarece.

Entre outras formas de atuação, direta ou indireta, do profissional neste contexto, estão também a fiscalização e a inspeção de produtos de origem animal e a vigilância sanitária em estabelecimentos como mercados e serviços de alimentação. Dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), há veterinários atuando no Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), na Vigilância Epidemiológica e Sanitária, no Saneamento Ambiental e na área de bem-estar animal. Vale ressaltar que muitas destas áreas também contam com o trabalho do zootecnista, profissional que também desempenha um relevante papel na cadeia da Saúde Única.

Para o professor da Ufra, os médicos veterinários são um grupo privilegiado frente à sociedade por ter um dos mais amplos mercados de trabalho, mas ainda é preciso que a sociedade conheça mais sobre a sua atuação. “O que falta é a população saber que em cada produção de alimento de origem animal, em cada política de saúde, em cada medicamento pesquisado, há a ação de um médico veterinário; e não apenas nos pets shops e clínicas veterinárias. Portanto, antes mesmo até de promover saúde animal, o veterinário é um profissional organicamente da saúde pública”.

Texto: Jussara Kishi

Arte: Mariane Smith

Ascom Ufra

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Programa Ufra Sustentável realiza campanha para estimular hábitos que reduzam impacto ao meio ambiente

A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), através da Divisão de Sustentabilidade Institucional da Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Propladi), realiza a campanha “Eu me importo com o meio ambiente e quero fazer a diferença”.
A campanha consiste em divulgar as práticas sustentáveis que são realizadas pelos membros da comunidade acadêmica no ambiente doméstico, no dia a dia em suas residências. Os interessados deverão gravar um vídeo de até 01 (um) minuto e enviar para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 15 de maio de 2021.
A ação, organizada pelo Programa UFRA Sustentável, terá seu resultado divulgado durante a programação em alusão ao Dia do Meio Ambiente, celebrado no dia 05 de junho.
Público alvo: Servidores (técnico-administrativos e docentes), discentes e colaboradores.
ORIENTAÇÕES:
- O vídeo deverá ter no máximo 01 (um) minuto de duração;
- Deverá ser gravado com o celular na horizontal (deitado). Caso não tenha um tripé, o participante deverá pedir para alguém segurar o parelho;
- A gravação deverá ser realizada em um local claro e silencioso;
- Caso a gravação seja à noite, utilizar iluminação complementar;
- O participante deverá iniciar seu vídeo se identificando: nome; cargo e/ou função (caso seja servidor/colaborador); curso (caso seja discente); e campus;
- Em seguida deverá apresentar a prática sustentável que realiza na sua residência (coleta seletiva, reciclagem, compostagem, cultivo de horta, aproveitamento da água da chuva, economia de energia etc);
- Deverá encerrar o vídeo com a frase “Eu me importo com o meio ambiente e quero fazer a diferença”.

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Animais Selvagens - Cerca de 50% dos animais que chegam ao Cetras Ufra são oriundos de apreensão ou entrega voluntária

Recentemente, ganhou destaque na internet e nos veículos de comunicação, um vídeo mostrando a captura de um macaco enquanto um homem o distraía oferecendo alimento. Segundo dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), o mercado ilegal retira cerca de 38 milhões de animais da natureza, por ano, só no Brasil. Em 2019, a rede contabilizou 3,5 milhões posts em redes sociais, com anúncios para o comércio ilegal de animais.

No Pará, muitos desses animais, apreendidos pelos órgãos ambientais ou entregues pela comunidade e instituições parceiras (como os zoológicos), são encaminhados para o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens (CETRAS) da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) campus Belém. No Centro, são oferecidos atendimentos clínicos, cirurgias, exames laboratoriais e de imagem, e o internamento de animais selvagens doentes e vítimas de maus tratos. No local, são atendidos cerca de 30 animais por mês, sendo que em torno de 50% são oriundos de apreensões após denúncia ou entrega voluntária.

“A grande maioria chega com quadros de traumas e problemas nutricionais, como  fraturas, lacerações, queimaduras e desnutrição. Há também acidentes com choque elétrico, visto que a expansão das áreas urbanas invade as áreas naturais e não há nenhuma medida de proteção para evitar esse tipo de acidente”, explica a professora Ana Silvia Sardinha Ribeiro, médica veterinária coordenadora do Cetras Ufra. 

Atualmente há 14 animais internados no centro, incluindo espécies de tartaruga, quati, macaco, coruja, tucano, papagaio, dentre outros. Mas nem todos os animais, embora passem por tratamento intensivo, conseguem sobreviver ou ter chances de retornar à natureza. “Posso afirmar que em torno de 50% não apresenta chances de sobrevivência e/ou reabilitação para retornar à natureza. E isso ocorre em função de duas grandes questões: a gravidade das lesões que podem evoluir para amputações ou sequelas debilitantes e a reabilitação de filhotes, principalmente de mamíferos, que fazem o “imprinting” com o ser humano, dificultando sua reabilitação biológica e devolução para a natureza”, explica. A professora explica que o "imprinting" é quando o animal projeta sua atenção em outra espécie que não seja a dele. Isso acontece principalmente com filhotes criados pelo homem. "É como se o homem substituísse a mãe/pai dele. Então ele começa a realizar comportamentos, como a aproximação com a pessoa que cuida dele, estabelecendo muitas vezes uma relação de confiança e dependência. Isso impossibilita a soltura porque ele vai querer se aproximar de outro ser humano", diz.

Entre esses exemplos estão dois filhotes, um de sagui e outro de macaco prego que segundo a médica veterinária, não tem condições de soltura. “Eles não estão aptos para sobreviverem sozinhos, ao mesmo tempo temos que cuidar sem estabelecer um contato próximo do animal com a equipe, mesmo assim os animais querem interagir e isso aumenta o risco para a realização de soltura em área natural”, lamenta.

De acordo com a professora, capturar os animais e tentar domesticá-los é um risco para a saúde e para o meio ambiente. “Os riscos envolvem a transmissão de zoonoses, tanto dos animais para o homem, quanto do homem para os animais, assim como acidentes por mordeduras. E o abandono dos animais em um ambiente que não corresponde ao seu habitat natural pode causar desde impactos ecológicos até a morte do animal, por falta de alimento adequado, por falta de adaptação ao ambiente, entre outros fatores”, diz. Segund a professora, além do cumprimento da legislação e ações de conscientização, é necessário combater a captura e o mercado ilegal de animais selvagens para além de semanas de meio ambiente ou datas comemorativas. Uma sugestão seria iniciar esse tipo de abordagem sobre o assunto ainda na educação infantil.

“Todo mundo conhece alguém que tem um animal silvestre em casa, que trouxe do interior, que ganhou de presente, que encomendou de um traficante, enfim várias situações. As pessoas continuam justificando que gostam de ter um animal silvestre como animal de estimação, e assim o obtém o mesmo de forma ilegal. É necessário, desde a pré-escola, uma abordagem multi e interdisciplinar, pois não cabe mais a justificativa da questão cultural, a não ser os povos tradicionais, que os consomem para fins alimentares. É necessário também massificar a informação sobre a questão da lei que proíbe a caça e captura de animais silvestres e as sanções que esse ato implica, além de maior fiscalização e denúncia”, diz.

Cetras

O CETRAS tem a capacidade para o atendimento de até 10 animais por dia, com a possibilidade de internação. Porém, temporariamente, os profissionais reduziram pela metade esse serviço, em função das restrições sanitárias da pandemia. O horário de atendimento no Centro é de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 13h (excetos feriados). Há exceção apenas para os casos de urgência/emergência e para os órgãos de meio ambiente, como as secretarias de meio ambiente, BPA, IBAMA. Pessoas físicas e jurídicas podem buscar o CETRAS, mas para isso é necessário o agendamento prévio, que pode ser feito pelo número (91) 99362-1661, das 9h às 13h. O atendimento é gratuito para animais encaminhados pelos órgãos ambientais. Para a comunidade, o custo dos serviços segue de acordo com a tabela de procedimentos estabelecida pelo Hospital Veterinário Mário Dias Teixeira (Hovet/Ufra).

O Cetras é a ampliação do Ambulatório de Animais Selvagens da Ufra, que existe desde 2013 e que conseguia atender cerca de 500 animais por ano. Com a reforma, foi feita uma adequação dos espaços, que agora contam com um setor para quarentena, sala de preparo de alimentos para os animais e área com tanques para receber animais aquáticos.

O Cetras Ufra é o primeiro no Norte do país, e atende ao estabelecido na Resolução Conama nº 489, de 26 de outubro de 2018. A ideia é que futuramente o Centro possa atuar em conjunto com dois outros Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens – um gerido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com previsão de funcionamento em Benevides, em área cedida pela Ufra; e o Cetras Metrópole, projeto da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), cuja elaboração teve apoio da Ufra e que deverá ser implantado em Marituba.

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ 

Descarte inadequado de óleo de cozinha é um dos principais contaminantes de rios e mananciais

óleo de cozinha 1

A proporção é a seguinte: um litro de óleo tem a capacidade de contaminar 20 mil litros de água. E essa contaminação pode iniciar de forma bem simples e caseira: após uma fritura, quando se despeja óleo de cozinha no ralo da pia.

Uma contaminação que passa despercebida, mesmo que potencialmente grave.  “Nós costumamos dizer que é invisível, porque você não consegue ver a olho nu, diferente do lixo sólido, como plástico e pneu, que é muito visível. O óleo forma uma fina película, e um volume pequeno é o suficiente para a contaminar a água, mas você não consegue ver, principalmente quando joga no ralo da pia”, diz a bióloga Vania Neu,  professora na Universidade Federal Rural da Amazônia.

Após entrar na tubulação, esse resíduo de solidifica, entupindo os encanamentos. E ao encontrar outros materiais, pode ter um resultado ainda pior. “Quando o papel molhado vindo dos vasos sanitários se junta com essa gordura, eles formam camadas espessas conhecidas de iceberg de gordura - ou "fatberg". O maior deles foi encontrado em Londres, pesando 130 toneladas. Estima-se que o desentupimento das galerias representa cerca de 45% do custo do saneamento básico”, diz.

Segundo a pesquisadora, o tempo de decomposição do óleo de cozinha é indeterminado. E por ser um material orgânico, no seu processo de decomposição, libera gás metano, impulsionando ainda mais as alterações climáticas e o desequilíbrio nos ciclos naturais. “O óleo de cozinha, que normalmente é descartado após o uso, pode trazer danos à biota aquática, cria uma película nas superfícies aquáticas dificultando a penetração dos raios solares e, consequentemente, reduzindo a fotossíntese e a produtividade do meio, a base da cadeia alimentar. Dificulta também a difusão do oxigênio, reduzindo o teor de oxigênio dissolvido na água, vital para a grande maioria dos organismos aquáticos. Além disso, promove contaminação da água, o que irá gerar maiores custos para sua potabilidade”, diz.

E o descarte inadequado prejudica não apenas os rios e mananciais, mas o solo. “No solo, o óleo de cozinha pode formar uma camada impermeável, reduzindo a taxa de infiltração da água, aumentando o risco de enchentes”, alerta.

Reciclagem

A principal alternativa para reduzir esse dano é a reciclagem. O óleo de cozinha pode se transformar em massa de vidraceiro, farinha básica para ração animal, biodiesel, tintas e, principalmente, em sabão.

“A reação de saponificação ocorre pela adição de um ácido graxo (gordura) à uma base forte (soda cáustica) resultando num novo produto, o sabão e a glicerina. Esse sabão é biodegradável, decomposto por micro-organismos presentes na natureza. Como o uso de sabão em nossas vidas é indispensável, a pegada ambiental fica mais leve com o uso do sabão ecológico, que é resultado da transformação de um resíduo altamente poluente em outro produto, de necessidade básica. Produto que por sinal está sendo muito utilizado no  atual momento de pandemia em que vivemos, onde lavar as mãos é a regra básica para a prevenção do COVID-19”, explica Vania Neu.

Segundo a pesquisadora, o sabão caseiro é menos prejudicial ao meio ambiente e para saúde humana, especialmente quando comparado aos produtos disponíveis no mercado. E a produção do sabão e sabonete pode representar uma grande economia, ou até mesmo uma fonte de renda para quem se interessar em produzir. “A economia depende do uso de cada um, na minha casa, onde somos três pessoas, a economia mensal é de aproximadamente R$ 175 e anual de R$ 2.100.  Nesse somatório está incluso o sabonete ecológico artesanal, detergente e sabão ecológico usado para a lavagem de louças e roupas”, estima.

Para a produção do sabão é preciso óleo, soda cáustica, álcool etílico 96°, balde plástico, bastão de madeira, balança e copo medidor. Embora a produção seja simples, é preciso ter alguns cuidados na manipulação desses produtos e no processo de preparação, para evitar acidentes.

Por isso, no próximo dia 30 de março, a pesquisadora vai ministrar uma oficina online, explicando o passo a passo da produção do sabão caseiro. O evento, que contará com tradução em Libras, é gratuito e ocorre em parceria com a Associação Nhandeara. A ideia é que os participantes da oficina produzam o sabão em casa. Para se inscrever é preciso acessar o link: https://sigaa.ufra.edu.br/sigaa/link/public/extensao/visualizacaoAcaoExtensao/1452

Descarte

Para o descarte é preciso esperar o óleo esfriar. Em seguida, com auxílio de um funil, envase o óleo em garrafas pet ou de vidro. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saneamento de Belém (Sesan), ainda não há um projeto próprio para destinação do óleo de cozinha, mas a secretaria dispõe de parceria com cooperativas. De acordo com a Sesan, a população pode deixar esse resíduo nos seguintes pontos de coleta:

ACCSB/ARAL – Passagem Sol Nasce p/todos, margem direita do canal São Joaquim (Val-de-Cans)

CONCAVES – Avenida Bernardo Sayão, entre Roberto Camelier e Quintino Bocaiúva (Jurunas)

CCMRFS – Travessa Padre Eutíquio, 2646. Entre Quintino Bocaiúva e São Miguel (Cremação)

COOCAPE – Avenida Dr.Freitas, passagem São Luiz nº 94 (Pedreira)

CTCMRI – Passagem São José de Ribamar, quadra 01

COCAVIP – Conjunto Recanto Verde, AL 275, Maracacuera (Icoaraci)

ASCADOUT – Rua da Tucumaeira, entre rua Paulo Costa e rua das Mangueiras

CATAMOSQUEIRO – Rua Arthur Pires Teixeira, AL. Claudio Guimarães

COOPALIX – Rua Marx nº37, Santana do Aurá

ASCAJUBA – Estrada do Vai-quem-quer

COOPCRESAN – Passagem Alacid Nunes ° 268, Vila São Raimundo (Tenoné)

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra

Lista de cooperativas: informações repassadas pela Ascom Sesan

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ 

 Projeto Carroceiro começa a realizar tratamento odontológico e diagnóstico por imagem nos equinos encaminhados à Ufraprojeto carroceiro 1 1

Se o ditado popular diz que a cavalo dado não se olha m os dentes, na Universidade Federal Rural da Amazônica (UFRA) esse dito é outro. A partir deste mês, se olham os dentes e também são feitos diagnósticos por imagem nos cavalos, éguas, burros e jumentos que chegam para atendimento no Projeto Carroceiro, em Belém.  

O tratamento odontológico, ultrassom e raio-x agora fazem parte dos serviços gratuitos oferecidos pelo projeto, que desde 2003 realiza o atendimento veterinário clínico, cirúrgico e de reabilitação psicológica em equinos utilizados no trabalho de tração, vítimas de maus tratos e apreendidos pelos órgãos de fiscalização (ou encaminhados pelos próprios carroceiros). De acordo com o coordenador do projeto, professor Djacy Ribeiro, os novos serviços foram garantidos graças à aquisição de equipamentos, atendendo a uma demanda antiga da universidade. “O diagnóstico é a fase final do exame clínico, sem os aparelhos para auxiliar ficava difícil concluir alguns atendimentos clínicos. Com o raio-x vamos poder completar o diagnóstico dos animais que chegam com problemas ortopédicos, a mesma coisa para os que necessitam de exames de ultrassom para verificação dos tecidos moles, parenquimatosos e para a realização dos exames de avaliação ginecológica nas éguas”, explica.

Já o tratamento odontológico pode melhorar o bem estar e a alimentação dos animais. “Os cavalos tem uma questão fisiológica e anatômica, que faz com os dentes cresçam excessivamente, por toda a vida. Por isso é necessário que o crescimento das cristas dentárias sejam controladas, precisamos aparar os excessos para que não machuquem a bochecha e a língua melhorando assim a mastigação e a digestão. Nós sabemos que alguns animais são magros porque não conseguem se alimentar e mastigar normalmente. Muitas clínicas e hospitais particulares de equinos não tem esse serviço, e nós vamos oferecer gratuitamente na universidade”, explica.

carroceiro

Equipe do projeto, com os novos equipamentos

De acordo com o coordenador, só na região metropolitana de Belém estima-se que existam em torno de 1.500 animais utilizados em carroças, para o trabalho de tração. E quando apreendidos ou abandonados, costumam chegar em péssimas condições ao projeto. “Eles chegam subnutridos, magros, exaustos, com deficiências minerais, feridos, com escoriação da carroça. Alguns possuem fraturas, doenças ortopédicas e problemas de pele por falta de higiene regular, todos sofreram maus tratos”, diz.

No Projeto Carroceiro são atendidos cerca de 20 animais todos os meses, sem contar com as ações itinerantes dos bairros. Os novos equipamentos foram adquiridos a partir de emenda parlamentar e mobilização do deputado federal Paulo Bengtson e do vereador Rildo Pessoa. A meta, segundo o professor Djacy Ribeiro, é conseguir novos recursos, agora para a realização sessões de laserterapia e ozonioterapia em tratamentos específicos.

Durante a pandemia o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 08h às 12h, na sede do projeto, localizado no campus da Ufra em Belém. O Projeto Carroceiro não realiza o resgate ou apreensão de animais, para isso é necessário entrar em contato com os órgãos de fiscalização, como a Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (DEMAPA), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ-PA), Batalhão da Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros.

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra
Fotos: Projeto Carroceiro 

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ 

 Primeiro Centro da região Norte voltado à Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens é inaugurado na Ufra

Já está funcionando, na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens (Cetras Ufra), o primeiro nessa categoria no norte do país. No Centro, são oferecidos atendimentos clínicos, cirurgias, exames laboratoriais e de imagem, e o internamento de animais selvagens doentes e vítimas de maus tratos, encaminhados pelos órgãos ambientais.

“Na região metropolitana de Belém não há local para atendimento dos animais silvestres apreendidos, vítimas de maus tratos e abandono. Nosso foco é justamente o atendimento desses animais doentes. A UFRA tem recebido grande parte da demanda dos órgãos ambientais e de instituições parceiras, como os zoológicos, que correspondem a quase 50% dos atendimentos, que incluem procedimentos cirúrgicos e exames, tanto laboratoriais quanto de imagem”, diz a coordenadora do Cetras, a professora e médica veterinária Ana Silvia Sardinha Ribeiro.

cetras 1

Equipe agora pode atender até 10 animais por dia. Novo espaço conta com um setor para quarentena, sala de preparo de alimentos para os animais e área com tanques para receber animais aquáticos.  

O CETRAS tem a capacidade para o atendimento de até 10 animais por dia, com a possibilidade de internação. Porém, temporariamente, os profissionais reduziram pela metade esse serviço, em função das restrições sanitárias da pandemia. O horário de atendimento no Centro é de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 13h (excetos feriados). “Há exceção apenas para os casos de urgência/emergência e para os órgãos de meio ambiente, como as secretarias de meio ambiente, BPA, IBAMA que entram em contato direto pois as situações dos animais que eles encaminham são sempre críticas”, afirma a coordenadora.

Pessoas físicas e jurídicas podem buscar o CETRAS, mas para isso é necessário o agendamento prévio, que pode ser feito pelo número (91) 99362-1661, das 9h às 13h. O atendimento é gratuito para animais encaminhados pelos órgãos ambientais. Para a comunidade, o custo dos serviços segue de acordo com a tabela de procedimentos estabelecida pelo Hospital Veterinário Mário Dias Teixeira (Hovet/Ufra).

O Cetras é a ampliação do Ambulatório de Animais Selvagens da Ufra, que existe desde 2013 e que conseguia atender cerca de 500 animais por ano. Com a reforma, foi feita uma adequação dos espaços, que agora contam com um setor para quarentena, sala de preparo de alimentos para os animais e área com tanques para receber animais aquáticos.  

“Nosso grande diferencial agora é a área para despetrolização de animais oleados. Com isso, nossa capacidade de atendimento aumentou, assim como temos mais autonomia para, junto com os órgãos ambientais, decidir sobre a destinação dos animais reabilitados, além de ter um ambiente mais adequado para a equipe envolvida”, explica a coordenadora.

cetras 2

Atendimento é voltado principalmente para animais silvestres apreendidos, vítimas de maus tratos e abandono

A médica veterinária explica que os animais que chegam ao ambulatório costumam apresentar traumas provocados por acidentes com linha de pipa, atropelamento, ingestão de corpo estranho, queimadura por choque elétrico, mordedura de animal doméstico, pedrada, projétil, entre outros.

“Quanto aos animais encaminhados com frequência destacamos entre as aves os psitacídeos, como os papagaios do mangue, que são muito comuns de serem criados como pet. Tem também os rapinantes, como as corujas e os gaviões, geralmente acidentados com linhas de pipa, com ferimento a bala, com fraturas e que são normalmente encaminhados pelos órgãos ambientais. Entre os répteis os mais comuns são os jabutis, que costumam ser criados como pet, e as serpentes da família Boidae, a maioria com traumas provocados por queimaduras ou pauladas. Entre os mamíferos, costumamos receber preguiças, quatis, tamanduás, lagomorfos e roedores exóticos, como porquinhos da índia. A perda de habitat e o hábito de criar os animais silvestres como pet, retirando-os do seu ambiente natural, são as principais causas”.

Desde o início de janeiro, funcionando apenas com o serviço ambulatorial, a equipe do Cetras já atendeu mais de 30 animais, entre eles um filhote de lontra (Lontra longicaudis) e um papagaio do mangue (Amazona amazonica), que foram encaminhados para o Parque Zoobotânico Vale, em Carajás, em articulação com a equipe do IBAMA que emitiu a licença de transporte. Atualmente, estão internados um urubu, vítima de corte com cerol, em acidente com linha de pipa e que foi encaminhado pela BP Energy; uma serpente, encaminhada pelo 2º BIS; e uma preguiça real, oriunda de Barcarena, vítima de queimadura por choque elétrico.

A equipe do Cetras é formada pelas professoras Ana Silvia Sardinha Ribeiro e Andrea Bezerra, três residentes, 20 treinandos, uma bolsista PIBIC e uma bolsista PIBEX. Por fazer parte do Hospital Veterinário Mário Dias Teixeira (HOVET/UFRA), o Cetras tem suporte de toda a equipe de veterinários e residentes dos outros programas, como a anestesiologia, cirurgia, diagnóstico por imagem e laboratorial.

Maus tratos e tráfico

Além dos maus tratos, acidentes e degradação ambiental, o tráfico também é o responsável pela perda da fauna na região. Segundo dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), o mercado ilegal retira cerca de 38 milhões de animais da natureza, por ano, só no Brasil.

Para a coordenadora e autora do projeto de criação do Cetras, existem dois principais desafios na gestão da fauna silvestre na região: a falta de uma política forte de Estado para conservação das espécies e combate ao tráfico; e a falta de recursos financeiros para este fim. “Os próprios órgãos ambientais hoje apenas capturam os animais, mas ainda falta estrutura, material de contenção e espaço adequado para a manutenção. Hoje temos visto a Semas atuando mais forte nesse sentido, tanto que já está sendo articulada a construção de um Cetras do estado do Pará, e isso é muito positivo. Felizmente, existe um movimento mais articulado com participação de outras instituições para fortalecer a demanda da fauna silvestre”, diz.

O Cetras Ufra atende ao estabelecido na Resolução Conama nº 489, de 26 de outubro de 2018. A ideia é que futuramente o Centro possa atuar em conjunto com dois outros Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens – um gerido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com previsão de funcionamento em Benevides, em área cedida pela Ufra; e o Cetras Metrópole, projeto da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), cuja elaboração teve apoio da Ufra e que deverá ser implantado em Marituba.

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra

Fotos: Cetras Ufra

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ 

Sistema desenvolvido por projeto da Ufra garante água 100% potável à comunidade na Ilha das Onças

cisterna

Uma tecnologia social que garante acesso à água totalmente potável a partir da captação da água da chuva. Esse é o novo resultado do projeto “Segurança Hídrica e Saneamento na região insular de Belém”, coordenado pela pesquisadora Vania Neu, docente da Universidade Federal Rural da Amazônia. O projeto é desenvolvido no Laboratório de Hidrobiogeoquímica da UFRA e foi pensado na saúde das populações ribeirinhas, especialmente as que residem no meio rural. “A Amazônia é a região com a maior disponibilidade de água do mundo e até hoje sofre com uma série de doenças de veiculação hídrica. E grande parte dessas doenças, resultam da falta de água potável”, diz a pesquisadora.

A comunidade do Furo Grande, na Ilha da Onças, município de Barcarena, distante à cerca de 30 minutos da capital paraense, tem sido o sítio de pesquisação. “São quinze famílias beneficiadas diretamente  com o sistema. No campo, essa tecnologia vem sendo desenvolvida e aprimorada desde 2012. Todo o sistema funciona sem a necessidade do uso de bombas d’água e da energia elétrica, a água chega até a cozinha por meio da gravidade”, explica.

Porém uma das dificuldades da equipe do projeto era garantir a potabilidade total dessa água coletada. “Até pouco tempo a água captada era muito melhor do que a água do rio, mas ainda faltava melhorar”, diz Vania Neu. Com a pandemia e a necessidade de trabalhar em casa, a pesquisadora implantou um sistema na própria residência. Chuva após chuva, o sistema foi sendo estudado e testado, a fim de se chegar ao melhor sistema, ao menor custo. “Foram muitos dias, muitos materiais e testes, até chegar ao que considero o ideal, um sistema que fornece água 100% potável, excluindo todo tipo de contaminação. Nosso objetivo sempre foi conseguir água de qualidade, ou seja, potável e finalmente conseguimos”, comemora. Durante a pandemia e com acesso à água potável, muitos moradores da ilha não tiveram a necessidade de se deslocar até Belém, evitando o contato com pessoas de fora da ilha. “É emocionante ver a solidariedade entre os vizinhos, as famílias que hoje tem água da chuva e que agora doam água para as que ainda não possuem o sistema”, diz.

cisterna2

Adaptação no sistema garante água potável sem a necessidade de bomba d'água e energia elétrica

Com a nova descoberta, em agosto de 2020, três sistemas já receberam as adaptações em campo, na Ilha das Onças, todos com resultados positivos. A meta agora é conseguir fazer o mesmo nas demais residências. “Para implantar esta nova adaptação, são necessários apenas R$220 por sistema, ou seja, R$2640,00 para que todas as quinze famílias possam ter este sistema, totalmente seguro”, afirma.

Parceria

Outro resultado do projeto é a parceria com o Instituto Evandro Chagas, que vai iniciar a avaliação da saúde da população da ilha, examinando os moradores que atualmente possuem as tecnologias implantadas pela comunidade, comparando com os que não têm. “Nós sempre ouvimos dos moradores que os problemas de saúde reduziram após a implantação dos sistemas de captação de água de chuva e dos banheiros ecológicos, mas não temos ainda dados clínicos e científicos sobre o assunto. Com a parceria, em breve teremos essas informações”, diz a pesquisadora.

BER – Banheiro Ecológico Ribeirinho

Desde 2012 a equipe do projeto realiza várias ações na Ilha das Onças, entre elas outra tecnologia social também desenvolvida e replicada, é o banheiro ecológico ribeirinho (BER),  tecnologia desenvolvida para áreas sujeitas a inundações seja por influência da maré, ou pela variação sazonal do rio. Se antes os dejetos iam direto para o rio ou contaminavam o solo, com a instalação do BER, este material é depositado em um reservatório. Com a adição de serragem e cal virgem, o material se transforma em adubo orgânico por meio da compostagem.  Na avaliação feita por pesquisadores do Instituto Evandro Chagas foi detectado que esse composto orgânico não tem patógenos, ou seja, não causa doenças, podendo ser utilizado na agricultura”, diz a pesquisadora.

O  BER é uma tecnologia social certificada pela Fundação Banco do Brasil e pode ser replicada em qualquer lugar do mundo. “Melhorar a qualidade de vida das comunidades ribeirinhas não é difícil, basta desenvolver e implanta tecnologias adequadas para a realidade local”. Nesse sentido as tecnologias sociais desenvolvidas e implantadas são ideais, pelo baixo custo, desenvolvidas para a realidade local, fácil manutenção e aceitabilidade. 

As informações das tecnologias sociais estão disponíveis em cartilhas, artigos e um livro publicado, que podem ser adquiridas com a pesquisadora e também na Editora da Ufra (Edufra). As novas adaptações do sistema, já estão sendo compiladas na segunda edição da cartilha sobre os sistemas de captação de água de chuva e em breve  estarão disponíveis para os interessados.

Com as adaptações e o aperfeiçoamento dos sistemas, ambas são tecnologias sociais seguras, desenvolvidas pela Ufra. “Nosso objetivo enquanto pesquisadores é de aperfeiçoar o sistema sempre que necessário, disseminar a informação e capacitar quem quiser implantar e replicar as tecnologias. Esse é o papel da universidade”, diz a pesquisadora.

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra

Fotos: Vania Neu

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Médica veterinária dá dicas sobre como amenizar stress de cães e gatos nas comemorações de fim de ano

o que são 2

Festas de final de ano sempre trazem alguns problemas já conhecidos por tutores de animais. Um dos principais é o barulho ocasionado por quem costuma soltar fogos de artifício. “Em decorrência do stress com o barulho, o animal pode apresentar vômito, diarreia, tremores, falta de ar. E se tiverem outras patologias concomitantes, como problemas neurológicos e cardíacos, podem ter complicações mais sérias, como convulsões e até parada cardíaca”, alerta a professora Fernanda Martins, médica veterinária na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).

Segundo a professora, tanto os cães quanto os gatos tem uma audição muito mais sensível que a dos humanos, e ambos sofrem com o barulho dos fogos de artifício. Eles também  são capazes de mover as orelhas em direção ao som e captá-lo com mais intensidade e precisão. “Os gatos têm melhor audição e são predadores muito eficientes, mas geralmente reagem aos fogos procurando um abrigo seguro e não ficando com os humanos, por isso parece que sofrem menos. Já os cães procuram ficar com seu grupo familiar e notamos mais seu desconforto. No processo de domesticação, os cães foram com frequência selecionados para dar alarme em caso de perigo, portanto reagir a um barulho ameaçador é natural”, diz.

Mas há formas de tentar amenizar essas situações, para que o animal sinta o mínimo de transtorno. A médica veterinária sugere que os donos sempre tentem mudar o foco de atenção, e tentem não reforçar o medo do animal, agindo de forma muito diferente do dia-a-dia. “Os cães são animais sociais e seria melhor não deixá-los sozinhos nesse momento, pois vão ficar muito ansiosos. É importante para eles perceberem que o grupo está em segurança e não em uma situação ameaçadora. A tendência da família e colocar no colo e fazer carinho, e estas são reações que podem reforçar que o medo que ele está sentindo como sendo real. O ideal é tentar agir com naturalidade, tentar chamar atenção para outras coisas, um jogo, uma brincadeira, alguma atividade. Já para os gatos, é importante deixá-los em um lugar que possam se sentir bem abrigados, seguros, e que o barulho possa ser menor”, diz.

A professora também dá outras dicas:  

Evitar proximidade com objetos cortantes e coleiras: “Com o barulho os animais se assustam muito e às vezes saem em disparada. É comum derrubarem copos, e objetos e podem se cortar e se machucar. Se estiverem presos em coleiras ou guias podem se agitar, se enrolar e ter o risco de enforcamento e há aqueles que fogem, ficam presos nas grades, portões ou vão pra rua no momento de desespero”. 

Abrigo: “É importante providenciar um lugar seguro para o animal se abrigar, mostrar pra eles esse lugar antes, pode ser uma caixa transporte com cobertores, um lugar mais fechado, um banheiro, e antes de começarem os fogos mostrar pra eles como ir até esse lugar, deixar a rota liberada para chegarem até lá”. 

Tampões de ouvido/algodão: “Existem alguns tampões de ouvido específicos para animais, mas um pouco de algodão também pode ajudar, porém precisa ser colocado somente quando forem começar os fogos, porque se for antes ele vai tirar”. 

Feromônios: “São substâncias que podem ser usadas como spray, e tem efeito de acalmar, tranquilizar os animais”.

Treinamento

A professora Fernanda Martins diz que há meios de tornar o animal menos sensível aos barulhos, mas é um trabalho que exige cuidado e precisa ser gradativo, tendo melhores resultado quando esse “treinamento” ocorre quando eles ainda são filhotes, e sendo feito gradualmente. “É o que chamamos de desensibilização. Nós podemos gravar esses barulhos, e colocá-los em volumes mais baixos, enquanto isso fazer coisas agradáveis a eles, como brincar, alimentar e várias coisas que os animais gostem, de forma que o barulho fique com pano de fundo e eles n prestem tanta atenção. Com o passar do tempo ir aumentando o volume desses barulhos, e ir mudando o foco deles para outras coisas”, diz.

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Ufra inaugurará o primeiro Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens da região Norte

inauguracao cetras ufra banner

Com mais de 100 mil espécies de animais, entre invertebrados, mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes, o Brasil é responsável pela gestão da maior diversidade de fauna do mundo. Destas espécies, no entanto, 627 estão ameaçadas de extinção, de acordo com dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Apesar da Lei de Crimes Ambientais, que proíbe a utilização, a perseguição, a destruição, a caça ou a apanha de fauna silvestre, o tráfico de animais selvagens ainda é um desafio para as autoridades públicas.

A criação domiciliar irregular e o comércio ilegal ainda fazem parte da cultura de diversas regiões do país, resultando em situações de maus tratos, abandono e ameaças à existência desses animais. Desde 2013, a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), através do Programa de Residência em Medicina de Animais Selvagens, presta atendimento veterinário clínico e cirúrgico a essas espécies por meio do trabalho do Ambulatório de Animais Selvagens, que funciona no campus Belém e atende anualmente cerca de 500 animais, a maior parte vítima de maus tratos diretos ou indiretos. Eles são encaminhados à Ufra por órgãos ambientais, como o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA – PM/PA) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), além de instituições parcerias e sociedade civil. Outros são abandonados no campus da universidade, já debilitados.

Com o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento, ganhar mais autonomia e ampliar o número de animais atendidos, o setor está em processo de reforma e ampliação para se transformar no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens (Cetras), o primeiro centro do tipo na região Norte do Brasil. Além de dobrar a capacidade de atendimento, a ideia do centro é desenvolver estudos e técnicas com vistas à conservação das espécies atendidas e gerar dados que possam nortear políticas públicas.

O CETRAS passará a funcionar através da Licença de Operação nº 12137/2020 emitida pela Semas. Por meio de parceria com a empresa BP Energy do Brasil, o setor está em processo de reforma e adequação de infraestrutura, passando a atender também animais exóticos, além dos nativos que hoje já são atendidos, e reabilitar fauna oleada (oriunda de acidentes ambientais com óleo). Tudo isso sem perder de vista o objetivo de dar apoio à formação e à qualificação dos acadêmicos e médicos veterinários da Ufra e de instituições parceiras.

Para a coordenadora do ambulatório e autora do projeto de criação do Cetras, professora Ana Silvia Sardinha Ribeiro, hoje existem dois principais desafios na gestão da fauna silvestre na região: a falta de uma política forte de Estado para conservação das espécies e combate ao tráfico; e a falta de recursos financeiros para este fim. “Os próprios órgãos ambientais hoje apenas capturam os animais, mas ainda falta estrutura, material de contenção e espaço adequado para a manutenção. Hoje temos visto a Semas atuando mais forte nesse sentido, tanto que já está sendo articulada a construção de um Cetras do estado do Pará, e isso é muito positivo. Felizmente, existe um movimento mais articulado com participação de outras instituições para fortalecer a demanda da fauna silvestre”.  

Na prática, a mudança para o Cetras trará mais autonomia e responsabilidades à Ufra, quanto aos relatórios técnicos que serão estregues ao Governo do Estado. “Quanto ao atendimento, vamos continuar atendendo aos órgãos ambientais e à sociedade em geral, como já fazíamos, mas teremos mais flexibilidade para atuar, por exemplo, no âmbito do destinamento e da soltura dos animais, sempre em conjunto com os órgãos ambientais”, explica. A ampliação trará benefícios não somente aos animais, mas também aos médicos veterinários, professores, técnicos, residentes e alunos envolvidos. “No início, o ambulatório funcionava com apenas uma sala de atendimento, até que nos foi cedida esta área, que era do projeto Vida Digna e que hoje está sendo reformada e adaptada para atender animais silvestres de forma mais profissional, com técnica e qualidade, proporcionando bem-estar tanto para os animais quanto para a equipe”.

A ideia é que, nu futuro, o Cetras da Ufra trabalhe em conjunto com dois outros Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens – um gerido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que será inaugurado em Benevides em uma área cedida pela Ufra, e o Cetras Metrópole, um projeto da Semas cuja elaboração teve apoio da Ufra e que deverá ser implantado em Marituba. “Quando todos esses setores estiverem prontos e disponíveis para a sociedade, certamente nós vamos trabalhar em conjunto, como já acontece hoje. O Cetras da Ufra deverá ser o centro de suporte de atendimento emergencial de animais encaminhados pelos órgãos ambientais. A ideia é que a gente faça o atendimento de cirurgias emergenciais e, passada esta etapa, os animais sejam encaminhados aos outros Cetras, que terão uma capacidade bem maior”.

A previsão é que o novo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens da Ufra seja inaugurado em janeiro de 2021.

Texto: Jussara Kishi

Arte: Mariane Smith

Ascom Ufra

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Cinco cursos da Ufra ganham Conceito 4 em avaliação do MEC

cursos nota mec ufra banner

Agronomia - Belém, Agronomia - Parauapebas, Engenharia Florestal - Parauapebas, Medicina Veterinária - Belém e Zootecnia – Parauapebas foram os cursos da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) que receberam Nota 4 no Conceito Preliminar de Curso (CPC), um dos indicadores de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC) para avaliar os cursos de graduação no Brasil.

O resultado é referente à edição 2019 da avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que desta vez abrangeu os cursos de bacharelado nas áreas de conhecimento de ciências agrárias, ciências da saúde e áreas afins; de bacharelado nas áreas de conhecimento de engenharias e arquitetura e urbanismo; e cursos superiores de tecnologia nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e de segurança.

O CPC avalia o curso em uma escala de 1 a 5, sendo a nota 4 equivalente ao conceito Muito Bom. O cálculo do CPC leva em consideração as seguintes informações: 

- Nota dos concluintes no Enade; 

- Nota do Indicador de Diferença entre o Desempenho Observado e Esperado; 

- Proporção de professores mestres; 

- Proporção de professores doutores; 

- Proporção de professores em regime de trabalho parcial ou integral; 

- Média das respostas do Questionário do Estudante referentes à organização didático-pedagógica; 

- Média das respostas do Questionário do Estudante referentes à infraestrutura e às instalações físicas; 

- Média das respostas do Questionário do Estudante referentes às oportunidades de ampliação da formação acadêmica e profissional. 

Um dos cursos da Ufra que subiram de nota este ano foi Zootecnia do campus Parauapebas. Para o coordenador, professor Perlon Maia dos Santos, o novo patamar alcançado demonstra a excelência do curso. “A nota 4 representa o quão bom são os zootecnistas formados em Parauapebas. O conceito obtido é resultado de uma graduação focada em preparar o aluno para ser um cidadão consciente e um profissional qualificado, apto para executar as avaliações da vida acadêmica e carreira profissional.  A Coordenação do Curso de Zootecnia, juntamente com sua Comissão de Professores para Assuntos do Enade, executou relevantes ações de esclarecimento, incentivo e suporte aos alunos e professores”, declara o professor, parabenizando a todos os envolvidos no processo.

No curso de Medicina Veterinária, campus Belém, o resultado foi celebrado após um período de 12 anos mantendo a nota 3. De acordo com a coordenadora, professora Déborah Oliveira, a nota 4 é a culminância de um processo de preparação e conscientização de alunos, professores e técnicos sobre a importância da elevação do nível de qualidade do curso. “Com este resultado, infere-se que os objetivos foram alcançados e nos desafia a ambicionar mais um patamar na escala de qualidade para que o curso seja inserido no seleto grupo de melhores cursos de Medicina Veterinária do Brasil”, afirma a professora. Ela destaca os esforços empenhados pelo Colegiado do curso, NDE, CTES e Instituto da Saúde e Produção Animal (Ispa) da Ufra.

Para o reitor da universidade, professor Marcel Botelho, os bons resultados devem servir como incentivo para que os cursos de graduação mantenham a boa qualidade. “A nossa universidade teve a competência de demonstrar, através de seus estudantes, o seu potencial na formação de profissionais de altíssima qualidade. Esse resultado é gratificante e aumenta a nossa responsabilidade, pois agora temos que nos manter no topo. Que esses resultados sejam um modelo para o desenvolvimento de ideias inovadoras nos nossos projetos pedagógicos de todos os cursos da instituição”.

Além do CPC, o Inep também calcula o Índice Geral de Cursos (IGC), que deverá ser divulgado em breve. O IGC é uma média ponderada envolvendo as notas contínuas de Conceitos Preliminares de Curso dos cursos de graduação e os Conceitos Capes dos cursos de programas de pós-graduação stricto sensu das Instituições de Educação Superior (IES). A ponderação da média é feita a partir do número de matrículas nos referidos cursos.

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Fazenda Escola de Castanhal (FEC) celebra 40 anos de contribuições à agropecuária paraense

imagem sem descrição.

 fec aniversário 1

Era 1980 quando começaram as obras de construção da barragem do igarapé Sete Voltas, que deu início à Estação de Biologia e Piscicultura no município de Castanhal, localizado na Região Metropolitana de Belém. Criada para dar apoio às atividades da então Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP), a estação experimental representou um marco para a economia da região, tornando-se um espaço para realização de pesquisas e experimentação, visando ao desenvolvimento da agricultura paraense.

Prestes a comemorar 40 anos de história, no dia 21 de novembro de 2020, o espaço, hoje denominado Fazenda Escola de Castanhal (FEC), continua tendo como principal atividade a piscicultura de água doce e segue sendo relevante para a produção rural paraense. Com uma área total de mais de 65 mil hectares, a FEC, que é vinculada ao Instituto Socioambiental e dos Recursos Hídricos (ISARH) da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), possui uma ampla infraestrutura com açude, tanques para cultivo de organismos aquáticos, salas de aula e dormitórios.

As atividades da fazenda dão suporte aos cursos de graduação e pós-graduação da Ufra de todos os seis campi, cujos estudantes participam de aulas práticas, pesquisas e treinamento através de atividades de extensão. Além da piscicultura, hoje a FEC também trabalha com o cultivo de mandioca, milho, abacaxi e horta e possui um sistema agroflorestal, que combina espécies frutíferas com espécies florestais.

A vice-diretora do ISARH, professora Ruth Cristo Almeida, relembra a evolução da fazenda escola ao longo do tempo, desde a concessão da área pela Prefeitura de Castanhal em 1980, hoje desenvolvendo diversos projetos de pesquisa e extensão, cumprindo um papel fundamental na formação dos alunos da Ufra e mantendo importantes parcerias, além de fornecer alimentos para o Restaurante Universitário. “Desta forma, a FEC faz com que a Ufra cumpra sua missão e seu tripé como instituição de ensino, pesquisa e extensão”, afirma. A intenção é ampliar ainda mais a participação da comunidade externa nos próximos anos.

 fec aniversário 2

 fec aniversário 3

Para celebrar os 40 anos da Fazenda Escola de Castanhal, a universidade promoverá nesta sexta-feira (20) um webnário a partir das 9h da manhã. A programação especial é aberta a toda a comunidade, com transmissão ao vivo pelos canais da Ufra no Youtube e no Facebook.

PROGRAMAÇÃO 40 ANOS DA FAZENDA ESCOLA DE CASTANHAL (FEC)

Sexta-feira - 20/11/2020

Hora: 9h

 ABERTURA DO EVENTO

Marcel do Nascimento Botelho - Reitor da UFRA

Israel Cintra e Profa. Ruth Almeida – Diretor e Vice Diretora ISARH

Raimundo Silva – Gerente da FEC

Representantes dos campi e Institutos.

Hora: 9h30

APRESENTAÇÃO DE UMA AMOSTRA DAS PESQUISAS REALIZADAS NA FEC

Daércio Paixão - FEC/UFRA - O desenvolvimento da piscicultura ao longo de seus 40 anos.

Raimundo Silva - FEC/UFRA - A introdução de atividades agrícolas no contexto da FEC.

Marcos Brabo – UFPA/Bragança - A piscicultura da FEC enquanto difusora de conhecimentos práticos para produtores e técnicos.

Paulo Jorge Oliveira - ISARH/UFRA - Oportunidades oferecidas pela FEC para a formação de agrônomos e engenheiros florestais

Leonardo Elias Ferreira – ICA/ISARH –Fazenda Escola de castanhal como espaço de ensino e aprendizagem.

Hora: 11h

CERIMÔNIA DE HOMENAGEM AOS PARCEIROS DA FAZENDA ESCOLA

Raimundo Silva – Gerente da FEC

ENCERRAMENTO

 fec aniversario prog

 fec aniversario prog 2

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Que sorte! Tutores de gatos pretos falam sobre afeto, adoção e preconceito contra os felinos

“Credo, gato preto?”, essa foi uma das frases que a estudante de medicina veterinária Larissa Brito ouviu quando adotou a gatinha Lua. Mesmo dócil e brincalhona, Lua não escapou dos comentários por conta da cor da sua pelugem. “Eu ouvi uns absurdos. As pessoas precisam abrir suas mentes e deixar o preconceito de lado, os gatos pretos são ótimos animais de estimação como qualquer outro, inclusive em algumas culturas o gato preto é sinal de sorte”, diz. Lua foi abandonada e meses se passaram sem que conseguisse ser adotada, até que chegou Larissa. “Eu já estava pensando em adotar uma gata e quando vi a Lua me apaixonei. Me comovi com a história dela e acredito  que essa dificuldade em ser adotada se deu principalmente pelo fato dela ser uma gatinha preta, então resolvi adota-la”, diz a universitária, que também é tutora de dois cachorros.

gatos 1

Larissa diz que Lua é muito dócil e brincalhona

Ainda que carinhosos e estejam em perfeita saúde, os gatos pretos costumam ser os últimos a serem escolhidos nas filas de adoção, e são os primeiros na lista de maus tratos. Entre os motivos estão as superstições e o preconceito que ainda rondam esses animais. Embora venerados no Egito Antigo em função da deusa Bastet, foi na Idade Média que o estigma dos gatos pretos teve início, quando foram associados à práticas de bruxaria. Estigma que os persegue até hoje.

“As pessoas associam gatos pretos a superstições, bruxas e azar, mas estão desinformadas, porque gato preto é sorte e nem toda bruxa é ruim, eu sou uma bruxa boa”, brinca Gabriela Contente, estudante de zootecnia. Ela adotou o Mogli, de oito meses. “Eu sabia que as pessoas não iam adotar logo ele, já que ele era um filhote e pretinho, então quando eu vi a foto dele eu logo o quis. Já me falaram por que eu não escolhi um gato mais bonito e até brincaram que agora eu era uma bruxa completa, mas com o tempo todo mundo se apaixonou pelo Mogli ele é muito esperto e caçador. O dia a dia com Mogli é bem agitado, ele é novinho ainda, brinca o dia todo, brinca até com os cachorros e faz outros amigos gatos também, eu nunca tinha visto um gato ser amigável com outros desse jeito. Os gatos, independente da cor, são animais dóceis, amorosos. Se você der amor, ele vai te retribuir do jeito dele”, diz.

gatos 2

Gabriela e o Mogli, o gatinho preto que se relaciona bem com todo mundo

No Biotério Canil gatil da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), espaço criado exclusivamente para fins de pesquisa, ensino e extensão e que não recebe animais da população, os voluntários, bolsistas e a direção ficam alertas para evitar que pessoas mal intencionadas tentem adotar esses animais em determinados períodos do ano. 

“Nós observamos que em datas como o Halloween algumas pessoas se aproximam e tentam adotar especificamente gatos pretos. Esse ano não ocorreu, mas quando acontece geralmente informamos que esses animais não estão disponíveis para adoção”, diz a médica veterinária Márcia Figueiredo, responsável pelo Biotério da Ufra.

O cuidado é necessário para evitar que supersticiosos maltratem esses animais. "Os animais são seres sencientes, ou seja, são capazes de sentir e responder aos estímulos recebidos pelos órgãos dos sentidos, assim sendo o abalo de um animal vítima de maus tratos é muito grande, ele entra em sofrimento, com alto índice de estresse e alterações comportamentais, manifestando agressividade, prostração, apatia e quando abandonados os quadros são agravados pela exposição ao frio, fome e medo, resultando em prejuízos na saúde emocional e física", lamenta.

Sancionada no último dia 29 de setembro, a Lei 14.064/2020 aumenta a punição para quem comete maus tratos a cães e gatos. Agora, quem for condenado por esse crime pode cumprir pena de dois a cinco anos de prisão, multa e proibição da guarda. Esta Lei altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que previa detenção de três meses a um ano, e era criticada por defensores de animais por ser muito branda com os agressores. 

Denúncias de maus-tratos contra animais podem ser feitas pelo número 181, que funciona 24h por dia ou pelo telefone da Demapa (3238-1225), em horário comercial. Segundo informações da Demapa, só no primeiro semestre de 2020, a Polícia Civil realizou 185 atendimentos a denúncias de maus tratos de animais, registrand 20 ocorrências a partir dessas observações, pois a maioria não foi comprovada como crime perante a lei.

Texto: Vanessa Monteiro

Fotos: arquivo dos entrevistados

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Com foco da Equoterapia, projeto "Doutores com Patas" retoma atividades no campus Parauapebas

 Quem gosta da companhia de animais sabe que eles são ótimos enfermeiros. Hipócrates, considerado o pai da Medicina, em 400 A.C já contava com o apoio dos animais, no tratamento das doenças do homem. Na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) campus Parauapebas, o projeto de extensão "Doutores com Patas" leva esse ensinamento à diante, e tem os animais como co-terapeutas na reabilitação, educação e desenvolvimento biopsicossocial de crianças com deficiência.O Projeto, com foco na Equoterapia e pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, estava parado por conta da pandemia, mas retornou as atividades no final de outubro, apenas com os praticantes que já atendiam anteriormente. A previsão é que novas inscrições sejam abertas no início de 2021.

doutores 1

A prática, que utiliza o apoio do cavalo, com ações que envolvem técnicas de equitação e atividades equestres. Os interessados podem enviar um email à equipe do projeto, pelo Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Para a inscrição de novos praticantes é obrigatório o encaminhamento do médico e do fisioterapeuta, já que a terapia com cavalos tem algumas restrições.

Desde 2018 o projeto mantém atividades terapêuticas com crianças na faixa etária entre 03 e 06 anos, utilizando animais como carneiros, bezerros e cachorros. A coordenação do projeto é da psicóloga do campus, Cláudia Camilo que acredita na utilização do método terapêutico dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, objetivando a reabilitação, a educação e o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais. A psicóloga é capacitada para aplicação da prática, possui os cursos Básico e Avançado oferecidos pela Associação Nacional de Equoterapia – Ande Brasil. Desde que retornou, o projeto está atendendo ativamente 04 crianças.

Segundo a coordenadora, essa é uma opção de tratamento complementar, através de um método terapêutico que é reconhecido. “A lei 13.830/2019 fala sobre o reconhecimento da prática de equoterapia, os conselhos de fisioterapia e terapia ocupacional reconhece a prática como uma opção de tratamento. Para uma cidade que muitas vezes não consegue atender as demandas da terapia tradicional, as famílias ficam felizes em ter mais essa opção, e nós somos os únicos a oferecerem em Parauapebas”, disse. Para a coordenadora, o projeto também é uma oportunidade de estimular pesquisas na área. “É uma área que ainda precisa de mais pesquisas e publicações, e precisa ser mais difundida mas que tende a crescer”.

doutores 2

As atividades tem o apoio de alunos de graduação dos cursos de zootecnia e agronomia, que atuam como monitores e são orientados sobre como trabalhar com a criança e a família. Os alunos auxiliam no atendimento e desenvolvem a prática básica da equoterapia, de acordo com as necessidades que as crianças possuem. O projeto tem a vice-coordenação do professor Luís Rennam e ocorre em parceria com o JR Rancho - Centro de Treinamento Genilson Martin, com apoio da White Tratores, que disponibilizaram o espaço, profissionais e os cavalos para a realização da prática.

Histórico da Equoterapia

Segundo a Associação Equoterapia, o cavalo já era usado como um agente curativo em 458 – 370 a.C, por Hipócrates, considerado o pai da medicina. Ele já aconselhava a equitação como tratamento de diversas patologias e para beneficiar a saúde de forma geral. Da mesma forma que Galeno (130-199 d.C.) também o fez centenas de anos depois. A palavra equoterapia foi criada pela ANDE-BRASIL (Associação Nacional de Equoterapia) em 1989, para caracterizar todas as práticas que utilizem o cavalo com técnicas de equitação e atividades equestres, objetivando a reabilitação e/ou educação de pessoas com deficiência ou com necessidades especiais.

Benefícios da prática

De acordo com a Ande - Brasil a interação com o cavalo, incluindo os cuidados iniciais, desenvolvem novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima. O ato de cavalgar leva o praticante a conhecer sentimentos de liberdade, independência e capacidade. O cavaleiro, quando posicionado sobre o centro de gravidade do cavalo, recebe influência dos movimentos tridimensionais do animal, e o corpo, buscando equilíbrio, se adapta a essas oscilações. O resultado disto é uma combinação simultânea e harmônica de todos os movimentos. Os movimentos dos músculos e articulações do corpo humano são transmitidos ao sistema nervoso central, melhorando o equilíbrio e o tônus muscular, essenciais para a recuperação do andar e da independência motora dos pacientes.

Texto: Brendo Pereira e Vanessa Monteiro, Ascom Ufra

Fotos: arquivo projeto Doutores com Patas

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Retomada dos atendimentos do Hospital Veterinário Prof. Mário Dias Teixeira - Hovet Ufra

Reabertura: 19 de outubro de 2020

Atendimentos REDUZIDOS e SOMENTE COM AGENDAMENTO PRÉVIO através do número (91) 99362-1661, de segunda-feira a sexta-feira (excetos feriados) das 9h às 13h, com 24 horas de antecedência, no mínimo. Os agendamentos podem ser realizados a partir do dia 13 de outubro de 2020.

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: segunda-feira a sexta-feira (excetos feriados), das 9h às 13h.

O fluxo de atendimento será diferenciado em virtude da pandemia. A instituição, juntamente com a equipe do Hovet, seguirá as medidas determinadas pelas autoridades de saúde, visando auxiliar na prevenção do contágio do Covid 19, garantindo maior segurança aos usuários, médicos veterinários, servidores e colaboradores.

ORIENTAÇÕES AOS TUTORES:

- O controle de acesso à instituição se dará exclusivamente pela Divisão de Segurança/Prefeitura da Ufra, garantindo a entrada somente para atendimento de animais cujos tutores tenham agendado a consulta previamente;

- Será obrigatório seguir as orientações quanto ao uso de máscara, higienização das mãos (lavagem e/ou utilização de álcool em gel), distanciamento e demais orientações recebidas no local;

- Um servidor deverá aferir a temperatura dos tutores com termômetro infra-vermelho;

- Não será permitida a entrada do tutor nas dependências da instituição sem máscara e/ou em estado febril;

- O tutor “habilitado” será encaminhado para a triagem do seu animal, na presença dos residentes, sendo autorizada a entrada de APENAS UM ACOMPANHANTE e proibida a entrada de crianças e idosos;

- Solicitamos aos usuários que respeitem todas as orientações para acesso a Ufra e atendimento dos animais.

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Maus-tratos a animais: saiba identificar e onde denunciar o agressor

lei1234

Sancionada em 29 de setembro de 2020, a Lei 14.064/2020 aumenta a punição para quem comete maus tratos a cães e gatos. Quem for condenado por esse crime pode cumprir pena de dois a cinco anos de prisão, multa e proibição da guarda. Esta Lei altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que previa detenção de três meses a um ano, e era criticada por defensores de animais por ser muito branda com os agressores.

"Muitas pessoas acham que o fato de dar comida e água, diariamente, mas mantendo o animal preso constantemente em corrente e em espaço reduzido, não caracteriza maus tratos, o que está incorreto. Abandonar, ferir, mutilar, envenenar, manter preso permanentemente em correntes, manter em locais pequenos e sem higiene, não abrigar do sol, da chuva e do frio, deixar sem ventilação ou luz solar, não dar comida e água diariamente, negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido são atitudes caracterizadas como maus tratos", diz a médica veterinária Márcia Figueiredo, diretora do hospital veterinário Mário Dias Teixeira, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Hovet/Ufra).

No Hovet, os animais que chegam vítimas de maus tratos são encaminhados diretamente pela Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (Demapa/Polícia Civil do Estado do Pará), outros são identificados pelos próprios médicos veterinários durante atendimento. "No momento do atendimento, o exame clínico do animal é realizado pela equipe da Clínica Médica ou Cirúrgica junto com a equipe da Patologia Veterinária, para poder emitir o laudo que irá embasar na acusação de casos de maus tratos", diz. 

De acordo com a diretora, o aumento da conscientização da sociedade em torno dos maus tratos contra os animais provocou a criação de muitas leis. Com a Lei 14.064/2020 espera-se uma mobilização maior da sociedade para que pessoas que praticam esses tipos de crime sejam punidas dentro do que estabelece a legislação. "Os animais são seres sencientes, ou seja, são capazes de sentir e responder aos estímulos recebidos pelos órgãos dos sentidos, assim sendo o abalo de um animal vítima de maus tratos é muito grande, ele entra em sofrimento, com alto índice de estresse e alterações comportamentais, manifestando agressividade, prostração, apatia e quando abandonados os quadros são agravados pela exposição ao frio, fome e medo, resultando em prejuízos na saúde emocional e física", lamenta.

Apesar dos traumas, é com carinho que esses animais podem conseguir se adaptar a uma nova vida. "A reabilitação desse animal deve ser trabalhada através da guarda responsável cujo objetivo é dar amor, cuidado e respeito, a fim de melhorar as alterações comportamentais e assim terem uma convivência harmônica e de confiança", diz.

Castração

A castração dos animais é uma das medidas utilizadas pelos médicos veterinários para evitar o alto índice de abandono de animais nas ruas. "A castração não só auxilia, como é a solução para diminuir o número de animais abandonados pelas vias públicas das nossas cidades", diz a médica veterinária, que também coordena o Projeto Vida Digna, um programa de castração gratuito de animais de pessoas de baixa renda.  No momento do cadastro, o interessado deve fazer essa comprovação através da apresentação do cartão do bolsa família ou comprovante de renda ou tarifa social de energia elétrica. O projeto Vida Digna está temporariamente suspenso, assim como todas as atividades presenciais e também de atendimento ao público realizadas na UFRA, devido a Pandemia. 

Abandono 

A penalidade da Lei 14.064/2020 é válida também para quem abandona animais. Na Ufra, a Divisão de Segurança da Universidade está autorizada a coibir, juntamente com a Polícia Militar, os casos de abandono no campus, e de fazer as denúncias à Polícia Civil.  “O pedido é que toda a comunidade colabore no momento em que se tem a suspeita de abandono e denuncie. Para a comunidade do entorno ou externa à universidade, pedimos a colaboração e responsabilidade para não abandonar animais no Campus Universitário, pois a universidade não é um depósito de animais”, explica a médica veterinária. Recentemente o campus Belém teve concluído o Sistema de Monitoramento Eletrônico, com a instalação de várias câmeras, principalmente nas áreas externas do Instituto da Saúde e Produção Animal (ISPA), Hovet e Biotério Canil e Gatil, com o objetivo de monitorar essa prática no campus.

“O ato de abandonar um animal fere todos os princípios básicos da guarda responsável, que tem um conceito formado por um conjunto de regras para o tratamento adequado dos animais de companhia, que inclui garantir, por exemplo: acomodação em espaço limpo e confortável; assistência médica-veterinária periódica; alimentação adequada e que o animal nunca fique desabrigado ou desassistido. Sendo que o abandono de animais causa sofrimento, traz prejuízos à saúde pública e é crime previsto pela legislação brasileira", diz.

Denúncias

Denúncias de maus-tratos contra animais podem ser feitas pelo número 181, que funciona 24h por dia ou pelo telefone da Demapa (3238-1225), em horário comercial. As denúncias também podem ser feitas pelo número (91) 98115-9181, que é o Disque Denúncia e WhatsApp oficial da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 História do Curso de Medicina Veterinária da Ufra é tema de Livro

livro moa

Registrar a memória daquele que é um dos cursos pioneiros da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Esse é o objetivo do livro “O ensino das ciências veterinárias na Amazônia: 45 Anos de História e Tradição do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia”, lançado hoje (29) no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). Em função da pandemia, o lançamento não teve convidados.

Os editores do livro são os professores Moacir Cerqueira da Silva, Rinaldo Batista Viana (UFRA) e José Dantas Ribeiro Filho (Universidade Federal de Viçosa), médicos veterinários que, juntamente com outros autores, reuniram 08 capítulos sobre o histórico do início do curso no Pará. A publicação traz relatos, documentos e atos públicos sobre a criação do curso, os principais mestres, os egressos, uma galeria e o registro das 29 Faculdades que surgiram nessa área na Amazônia, além da história da criação do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará e do Amapá.

livroMed

Entre os presentes estavam o presidente da Faepa, Carlos Xavier, a ex-presidente do CRMV-PA Dra. Maria Antonieta Martorano Priante, Diretor do ISPA/Ufra Prof. Dr. Raimundo Nelson Souza da Silva

Segundo o professor Moacir Cerqueira da Silva, a obra tem a importante tarefa de registrar as mais de quatro décadas do curso da Ufra, área que forma médicos veterinários atuantes no ensino, na pesquisa e em várias atividades econômicas do estado. “Em todos esses anos, nós vemos a consolidação do curso e a permanente avaliação de seus conteúdos, permitindo a formação de profissionais sintonizados com os avanços tecnológicos, sobretudo em técnicas reprodutivas e processamento de produtos de origem animal, o que permite a exportação de proteína animal de alta qualidade para o mundo, como por exemplo, o chamado ‘boi verde’, que só são alimentados com gramíneas, produtos requisitados e muito valorizados pelos importadores internacionais”, diz.

O livro foi patrocinado pela Faepa e estará disponível para consultas nas Bibliotecas da UFRA, FAEPA, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Coordenadoria do Curso de Medicina Veterinária e Instituto da Saúde e Produção Animal da UFRA. Futuramente estará disponível em forma de e-book.

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Animais precisam se readaptar à volta das atividades presenciais dos tutores

rotina

A pandemia e a necessidade de “ficar em casa” como forma de prevenção ao Covid-19, acabou por mudar alguns hábitos de quem pôde permanecer no lar. E um desses hábitos diz respeito à convivência com importantes membros familiares: os cães e gatos. A presença diária em casa fez com que os animais se acostumassem a passar mais tempo com os tutores, o que agora pode gerar problemas.

“Esses animais se habituaram com isso, e esqueceram como é ficarem sozinhos. Para alguns animais isso é muito difícil, especialmente para cães, porque são animais que vivem em grupo, que gostam de estar em grupo e que precisam disso, assim como os humanos. Para os cães, a matilha deles hoje é a família”, diz a médica veterinária Fernanda Martins, professora da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

Uma das preocupações dos veterinários agora é readaptação dos animais à ausência temporária da família, que está retomando as atividades fora de casa. “Eles podem sofrer do que chamamos de ‘ansiedade de separação’, o que os leva a vários efeitos comportamentais e fisiológicos, como o aumento de batimento cardíaco, alguns ficam ofegantes, tem sudorese e salivação excessiva. Alguns desenvolvem comportamentos chamados estereotipias, como o de ‘ficar se lambendo’ até se ferir, coçando excessivamente algumas áreas do corpo. Isso é tudo uma questão de ansiedade, não é animal mal educado, não é frescura, é realmente uma patologia psicológica, um animal que precisa de contato e que está privado disso”, explica.

As alterações também podem incluir mudanças comportamentais, com atitudes que o animal não tinha antes. “Podem começar a destruir algumas coisas no ambiente, como a cama e o sofá, que de alguma forma são locais que estão associados a presença de pessoas, e que remetem a eles essas pessoas. Por isso acabam ficando muito ansiosos e tentam ‘encontrar algo’ que ‘traga’ a presença das pessoas e conforto para eles”, diz.

Para que essa nova realidade não seja desgastante ou cause danos ao animal a professora dá algumas dicas, como a readaptação contínua, que começa com a ausência do tutor por curtos espaços de tempo. “É preciso começar imediatamente, iniciando em curtos períodos. Se você mora em prédio, pode começar saindo rápido, desce e volta do prédio, por um período curto, de três minutos, que aí o animal vê que você saiu e voltou. Faça isso de vez em quando, aí você já vai aumentando o tempo, vá a um lugar mais distante, à padaria, demore mais tempo, cerca de vinte minutos. Com isso, aos poucos, você vai desensibilizando o animal, ele pára de achar que você vai desaparecer e abandoná-lo. O importante é ir aumentando essas saídas gradativamente, com paciência e repetição”, ensina.

A outra dica pode ser a mais difícil para quem tem animais. “Precisamos começar a adaptar esses animais para a nossa saída. Por mais que seu coração doa, não faça ‘festa’ na hora que você chega em casa. Ele faz aquele escarcéu de pular, e o ideal é que você chegue em casa e tente não dar atenção, não olhar, não falar com ele. É preciso deixar ele se acalmar, depois disso você se aproxima e fica com ele, faz sua festa, mas só quando ele já estiver calmo. A mesma coisa deve ser feita quando você for sair, você simplesmente sai. Não saia escondido e também não fique falando demais, se despedindo, explicando que vai voltar, porque isso vai deixar ele cada vez mais ansioso. Não fique se demorando, pegando bolsa, chave, passando pela casa, porque ele já sabe que você está se preparando pra sair. Ele vê sua roupa, o ritual de saída, e começa a ficar ansioso. Então sai de uma vez, sem ser escondido”.

Embora essa dica possa causar estranheza em alguns tutores, a médica veterinária explica a necessidade de manter as atitudes pelo tempo que for necessário. “O tutor precisa entender que isso não vai abalar o vínculo. O animal não vai gostar menos dele porque o tutor não está correspondendo à festa da chegada. Mas isso pode criar um grande problema para o animal, pois traz uma energia muito alta para esse momento, então o animal fica muito ansioso esperando por isso. A chegada e saída não podem ser eventos tão importantes assim”, explica.

Outra dica é realizar atividades que façam o animal gastar energia, como as caminhadas. “O cachorro precisa caminhar pelo menos duas vezes ao dia, uma caminhada de trinta minutos vai deixar ele mais cansado, menos estressado e satisfeito. Jogar bola com ele, envolvendo bastante correria. O tutor tem que ver o que o seu animal gosta, isso sim, vai fortalecer o vínculo. O momento da entrada não é a hora de você colocar um alto nível de  excitação, essa energia pode ser gasta em outras atividades”.

E se o ideal é não fazer “festinha” ao chegar, o mesmo vale para quem briga com o animal. “Em hipótese alguma brigar com ele quando você chegar. Se você chegar e começar a brigar porque ele fez alguma bagunça, isso vai deixar ele ainda mais nervoso, porque ele vai perceber você chegando agitado e brigando, e ele não sabe o motivo, porque ele não lembra. Ele não vai associar a briga com algo que ele fez, porque pra ele é passado e não consegue relacionar os dois eventos. Para ele não tem nenhuma relação a sua briga com algo que ele fez”, diz.

Segundo a médica veterinária, os gatos costumam ter menos problemas com a ansiedade da separação, pois não são animais de grupo, mas isso não significa que não sintam a separação.  “Eles podem ficar ansiosos e se sentirem isolados. Você vai conseguir neutralizar isso dando atividades para eles ‘trabalharem’ enquanto você não estiver em casa”, diz. Nesse caso o recomendado seria investir no enriquecimento ambiental, ou seja, deixar o ambiente atrativo para que ele se distraia até que você volte. Isso vai ajudar a controlar os maiores impactos que estar em uma família humana causa ao bem-estar dos gatos: ócio e obesidade. 

“O enriquecimento ambiental pode ser físico, cognitivo e social. O físico inclui estruturas para eles escalarem, como prateleiras, e para se isolarem (tocas) se sentirem necessidade. Devem estar em número suficiente para a quantidade de gatos na casa. O enriquecimento cognitivo pode ser feito com atividades que estimulem a inteligência, como retirar a ração de dentro de um brinquedo, por exemplo. Existem brinquedos seguros que podem ser usados para a estimulação cognitiva. Os gatos gostam de comer em pequenas parcelas ao longo do dia e algumas pessoas acabam contribuindo para a obesidade do animal, engordando os gatos, dando alimento toda hora, porque eles pedem. Essa quantidade deve ser indicada por um veterinário, e pode ser disponibilizada não diretamente em um pratinho, mas dentro de um brinquedo que ele precise mexer para retirar, a ração pode ser colocada dentro de uma garrafinha com furos, pra ele tentar ficar tirando a ração de dentro. É bom deixar o ambiente mais rico pra ele ter o que fazer enquanto tiver em casa, com brinquedos de puxar, de perseguir (bolinhas de ping pong). Escolha brinquedos seguros para evitar acidentes como engolir partes do objeto. Os arranhadores são muito importantes para os gatos, porque contribuem para satisfazer a necessidade de marcação do território, evitando que eles destruam as coisas. Podem ser feitos com materiais simples, como papelão e sisal. O enriquecimento social é a sua presença (interespecífico), brincar e cuidar dele”.

Cães ou gatos, o mais importante, de acordo com a médica veterinária, é criar um ambiente com atividades, confortável e seguro, onde você está presente em alguns momentos, para que eles possam se desenvolver plenamente.

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra

Arte: Mariane Smith

 

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Grupo de pesquisa trabalha pela conservação do peixe-boi-da-Amazônia

Conhecido por ser um animal de natureza extremamente dócil, o peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis) é um mamífero aquático herbívoro que ocorre nos principais tributários da bacia do Amazonas, desde o Marajó até o Peru e o Equador. Por ter sido massivamente caçado no passado e ainda hoje ser vítima de caça predatória, bem como de captura acidental em apetrechos de pesca, o animal tem status de vulnerável na lista de espécies brasileiras ameaçadas de extinção.

Entre os grupos que visam ao estudo e aos cuidados para preservar a existência do peixe-boi está o Instituto Biologia e Conservação dos Mamíferos Aquáticos da Amazônia (BioMA), com sede em Belém (PA). O grupo conta com diversos pesquisadores voluntários, independentes ou ligados a instituições paraenses, e tem parceria do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Norte (CPNOR/ICMBio) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), onde está sendo cadastrado como grupo de pesquisa e onde está localizada a atual sede do instituto.

Atualmente, três filhotes de peixe-boi-da-Amazônia estão sob os cuidados do grupo, no campus Belém da Ufra. A Neguinha foi resgatada no município de Limoeiro do Ajuru em abril de 2018; o Cametá veio do município de mesmo nome, em dezembro de 2019; e o Arari, mais novo filhote sob a custódia do BioMA, foi resgatado em Cachoeira do Arari em fevereiro deste ano. No projeto, esses animais são manejados por biólogos e veterinários para garantir seu bem-estar até uma possível soltura no meio ambiente. Os três filhotes agora estão sendo preparados para ser enviados ao zoológico da Unama em Santarém (PA), em uma ação fruto de parceria entre BioMA, CEPNOR/ICMBio, ZooUnama, Instituto Bicho D’água e Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp).

O pesquisador Gabriel Melo-Santos explica que muitas mães de peixe-boi são mortas por caçadores ou acidentalmente, deixando os filhotes órfãos e vulneráveis. Quando avistados nesta situação, a população informa aos órgãos competentes para que façam o resgate dos animais e os encaminhem a institutos de pesquisa. Hoje existem dezenas de filhotes resgatados na região Norte do Brasil (Pará, Amapá e Amazonas). “O que a gente faz é cuidar dos animais, fazendo a sua reabilitação, dando leite três vezes ao dia, limpando as piscinas e oferecendo vegetação natural, tudo com o mínimo de contato possível para que eles não se acostumem muito à presença humana e possam voltar à natureza", diz. A ideia é que eles sejam enviados para o ZooUnama, que possui uma estrutura de semicativeiro. Quando os filhotes estiverem prontos, eles devem ser enviados de volta para serem soltos no mesmo ambiente de onde vieram.  

O professor da Ufra Frederico Ozanan, que integra a equipe do Instituto BioMA, explica que o grupo de pesquisa está em fase de cadastramento junto à Pró-Reitoria de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (Proped), mas que, na prática, a parceria com a Ufra teve início ainda em 2017, com a participação voluntária de professores e alunos da universidade. A ideia é ampliar ainda mais a colaboração: “Hoje a nossa parceria é no sentido logístico, laboratorial e veterinário. Estamos agregando conhecimento para tentar desenvolver estudos mais aprofundados em pesquisa em níveis de graduação e pós-graduação na área de mamíferos aquáticos”.

O peixe-boi da Amazônia é considerado o menor dos sirênios, podendo medir de 2,8 a 3 metros e pesar até 480 kg. Diferente do peixe-boi marinho, que ocorre em águas costeiras e em rios da região do Atlântico, a distribuição do peixe-boi-da-Amazônia é restrita à bacia amazônica. Os sirênios são os únicos mamíferos aquáticos essencialmente herbívoros que existem. Na Amazônia, eles se alimentam de uma grande variedade de plantas aquáticas, como mururé e aninga.

Além de atendimento, resgate, reabilitação e monitoramento de peixes-boi, o Instituto BioMA também trabalha com etnobiologia e educação ambiental e monitoramento de botos em hábitat natural. Mais informações: www.instagram.com/institutobioma ou www.facebook.com/BioMA.Instituto.

IMG 20200902 WA0083

Texto: Jussara Kishi – Ascom Ufra

Arte: Marri Smith

Fotos: Gabriel Melo-Santos

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Pesquisa internacional busca identificar efeitos da pandemia na segurança alimentar

covid seg alimentar

Um estudo conjunto entre pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), entre outros, está buscando identificar as mudanças que estão ocorrendo na alimentação das pessoas durante a pandemia de Covid-19 na América do Sul. Por meio de um questionário online, a pesquisa objetiva entender os impactos da crise, especialmente no consumo de pescado e carne, determinando se tais mudanças afetaram a segurança alimentar das famílias e quais regiões foram mais afetadas. 

O professor Frederico Ozanan, da Ufra, co-orientador do estudo, explica que o trabalho faz parte da pesquisa de mestrado da estudante Valéria Fonseca, do Programa de Pós-graduação em Saúde e Produção Animal na Amazônia (PPGSPAA/Ufra) – “Influência da Covid-19 na compra e consumo de proteína animal”, sob orientação do professor Pedro Mayor, da Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha. O estudo envolve colaboradores de sete países da América do Sul, entre eles Carlos Vasconcelos, do Instituto Mamirauá (Tefé, AM), que se responsabilizou pela coordenação e formatação do questionário no Brasil.

“Recebemos a autorização do Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos (CEP/IDSM) para iniciar as atividades. A pesquisa teve início no Brasil no dia 11/06/2020. Devido às diferenças no consumo de carne ao longo do país, a região Nordeste será analisada separadamente”, informa o professor Ozanan. Além do Brasil, o questionário também está sendo aplicado no Peru, sob a coordenação do professor Pedro Mayor e outros pesquisadores peruanos. As coletas no Peru foram iniciadas no dia 28 de maio e a expectativa é que em breve serão inseridos outros países: Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Argentina e Uruguai.

“O estudo nos permitirá comparar a situação de Segurança Alimentar entre países e detectar ameaças e deficiências que são importantes de serem solucionadas”, explica. A pesquisa tem caráter anônimo e voluntário. Todas as informações coletadas serão manejadas tendo em conta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei 13.709, de 2018) e terão finalidade exclusivamente acadêmico-científica.

Para participar, basta responder ao questionário, conforme a localidade:

REGIÃO NORDESTE:

  https://forms.gle/tVywSta6fiFTKZh4A

REGIÕES NORTE, SUL, SUDESTE E CENTRO-OESTE:

  https://forms.gle/HKpNCnngLrRanSqu6

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Gerfam no AR

?⚠️Atenção já é amanhã ⚠️?
Não esqueça de se inscrever no evento (sigaa) e no nosso canal do YouTube, ativando o sininho pra receber as notificações!!

O grupo Gerfam tem a honra de apresentar uma live sobre Publicações Científicas: desafios e perspectivas, dia 09 de junho às 17h, no nosso canal no YouTube.

YouTube
https://youtu.be/JJpreHXbE4w

Teremos a participação dos professores Gilson Volpato (IGVEC) e Carlos Ambrósio (USP), e do professor Thiago Carvalho (UFRA) como moderador.

Haverá emissão de certificados.

O evento será acessível em libras.

Para realizar as inscrição visite o link abaixo:

Sigaa https://sigaa.ufra.edu.br/sigaa/link/public/extensao/visualizacaoAcaoExtensao/738

Dúvidas sobre a inscriçao devem ser enviadas para o Gerfam:

Instagram: @gerfamufra
Facebook: gerfam ufra
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Esperamos vocês!

WhatsApp Image 2020 06 08 at 7.21.44 PM

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 Nota

Prezados docentes e discentes do PPGSPAA, Em decorrência das medidas de prevenção ao Coronavírus (COVID-19) expedido pela Reitoria da UFRA (Ofício Circular 07/2020), que decidiu suspender as atividades acadêmicas e administrativas presenciais de todos os Institutos durante o período de 19/03 a 27/03. Informamos que:

1) Ficam suspensas todas as disciplinas presenciais do PPGSPAA. Um novo calendário será divulgado para a oferta de aulas, após a retomada das atividades na UFRA;

2) As reuniões do colegiado ficarão suspensas, caso ocorra necessidade de alguma decisão extraordinária a coordenação fará deliberações "ad referendum";

3) As bancas de defesa (qualificações, dissertações e teses) marcadas para o período de suspensão das atividades, deverão ser realizadas na modalidade de videoconferência (VC), caso a VC não seja possível, recomenda-se que a defesa seja remarcada após o fim da suspensão das atividades. Solicita-se que os casos de adiamento seja comunicado à coordenação do PPGSPAA;

4) Caso necessário o contato entre orientador e orientado, usar as ferramentas de VC, ligações telefônicas, e-mail e WhatsApp;

5) As atividades da secretaria e da coordenação se limitarão àquelas que sejam possíveis de serem executadas "on-line" e deverão ocorrer na modalidade de "home office", dessa forma estaremos atendendo as solicitações encaminhadas ao e-mail do PPGSPAA, sendo que os assuntos urgentes podem ser encaminhados ao e-mail do coordenador e/ou do sub-coordenador;

6) A UFRA e o grupo de trabalho composto pelo Reitor, Diretores de Institutos, Prefeitura e pela área de saúde da instituição fará atualizações constantes acerca do COVID-19, e as informações estão disponíveis na página www.ufra.edu.br;

7) Contamos com a colaboração e compreensão de todos, acreditando que, conjuntamente, reverteremos esta situação.

Paz e saúde a todos!

A Coordenação.

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Apresentação de pôsters

 (Evento dos 10 anos do PPGSPAA)

As inscrições deverão ocorrer até 13 de março de 2020.

Ficha de inscrição (devolver preenchida para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

1. Apresentação dos pôsters

Durante a apresentação, é necessária a presença constante de no mínimo um dos autores para atender ao público interessado e fazer a sua integração com os demais autores da sessão.

É obrigatório que o nome do autor-apresentador conste no resumo enviado.

 

2. Instruções para elaboração do pôster

a) Dimensões do pôster: largura: 90cm. altura: 120cm

b) O pôster deve ou pode conter:

– Logo-marca do laboratório, núcleo, etc.;

– Título do projeto de dissertação ou tese.;

– Nomes e endereço (Instituto e e-mail) dos autores;

– Introdução, objetivos, material e métodos e referências bibliográficas;

 

3. Local e data

Os pôsters serão afixados no auditório do Pavilhão de Salas de aula/UFRA e apresentados no dia 19 de março de 2020 a partir das 10:00 até as 12:30h.

 

4. Certificados 

Todos os pôsters receberão.

- Durante as apresentações de pôsters, uma equipe do PPG certificará da presença do(s) autor(es) junto ao pôster

- Modelo para confecção do pôster: (enviado por e-mail)

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 PPGSPAA tem participação no VI Simpósio Internacional Sobre Qualidade e Conservação de Forragens em Piracicaba-SP

Membros do PPGSPAA participam VI Simpósio Internacional Sobre Qualidade e Conservação de Forragens em Piracicaba-SP

Nos dias 07 e 08 de novembro, ocorreu em Piracicaba-SP o VI Simpósio Internacional sobre Qualidade e Conservação de Forragens (ISFQC). O simpósio ocorre a cada dois anos com objetivo de compartilhar ideias de pesquisa e aplicações práticas na área de qualidade e conservação de forragens, principalmente silagem. Pesquisadores da área de conservação de forragens de todo o mundo participaram do evento com objetivo de divulgar o que há de mais inovador na área e trocar experiências com o que é realizado aqui no Brasil.

No evento, o professor Thiago, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Produção Animal na Amazônia (PPGSPAA-UFRA) e coordenador do Grupo de Estudos em Ruminantes e Forragicultura da Amazônia (GERFAM) esteve presente divulgando resultados de trabalhos de pesquisa desenvolvidos pelos discentes de graduação e pós-graduação. Na ocasião, duas alunas do PPGSPAA, Melany Souza e Amanda Queiroz, puderam expor trabalhos na forma de pôster, que foram realizados no grupo sobre realocação de silagens, uma técnica que vêm sido pesquisada e difundida atualmente, principalmente porque alguns produtores não possuem condições ou maquinário para produzir alimento conservado na forma de silagem para alimentação desses animais e acabam comprando silagem que foi realocada de outras fazendas produtores no evento.

Dentre os resumos selecionados pela comissão organizadora para apresentação oral, estava o trabalho referente à dissertação da doutoranda do PGSPAA Melany Souza, intitulado “Effect of sodium benzoate, relocation and storage time on microbiology during sugarcane silage stability test”.

O evento contou com exposição de várias palestras sobre temas pertinentes da área, e dentre os palestrantes, o Prof. Thiago Carvalho da Silva, proferiu palestra intitulada: “Challenges and perspectives of tropical grasses silages”, na qual foi feito um panorama sobre as pesquisas realizadas com silagens de capins tropicais no mundo, além de discutir as perspectivas para novas pesquisas e tecnologias para produção e utilização de silagem de capins tropicais.

Tais ações reforçam a importância da Pós-graduação para o desenvolvimento científico do país e reforçam e importância da formação de recursos humanos como jovem pesquisadores, representados pelos discentes de pós-graduação. Além disso, ressalta-se a inserção social do PPGSPAA na participação de eventos científicos internacionais.

- Docente e discentes do PPGSPAA no VI Simposio internacional sobre qualidade e conservação de forragem.

- Representantes do GERFAM no VI Simposio internacional sobre qualidade e conservação de forragem com pesquisadores da Universidade de Delaware e Suécia

imagem 2

- Discentes do Programa de Pós Graduação em Saúde e Produção Animal na Amazônia no VI Simposio internacional sobre qualidade e conservação de forragem expondo trabalho para pesquisadora da Suécia.

Imagem 3

- A discente Amanda Marques do PPGSPAA expondo trabalho no VI Simposio internacional sobre qualidade e conservação de forragem.

Imagem 4

- Discente de doutorado e membro do GERFAM, Melany Souza, apresentando trabalho na forma oral em inglês durante o evento.

Imagemmel

- Professor Thiago Carvalho da Silva apresentando palestra sobre Desafios e perspectivas nas silagens de capins tropicais.

thiagooo

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

  PPGSPAA tem sua primeira tese de doutorado defendida

           No dia 24 de março de 2017, às 08:30 horas, na sala dos conselhos da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Campus de Belém, sob a presidência da Professora Kaliandra Souza Alves (orientadora), em sessão pública, foi defendida a primeira tese de doutorado  do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Produção Animal na Amazônia (PPGSPAA), da discente Ernestina Ribeiro dos Santos Neta, que obteve o título de “Doutora em Saúde e Produção Animal na Amazônia”, na área de concentração de Produção Animal.

         A sessão foi aberta pelo Vice-reitor da UFRA, Prof. Paulo Santos e pela Pró-reitora de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, Professora Izildinha Miranda, que falaram da importância dessa primeira defesa de doutorado no programa como marco para o início do aprimoramento e da capacitação do recurso humano dessa área disponível na região. Em seguida a candidata apresentou a tese intitulada "Utilização de subprodutos para alimentação de ovinos na região amazônica", submetendo-se em seguida a arguição da banca, composta pelos Professores: José Neuman Miranda Neiva (Universidade Federal do Tocantins); Fabrícia Rocha Chaves Miotto (Universidade Federal do Tocantins); Aníbal Coutinho do Rêgo (Universidade Federal Rural da Amazônia) e Daiany Iris Gomes (Universidade Federal Rural da Amazônia).

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Fim do conteúdo da página